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MPMT é homenageado com medalha “Mérito Proerd”

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso foi homenageado pela colaboração e fomento do Programa Educacional de Enfrentamento e Repressão às Drogas e Violência (Proerd), que completou 24 anos de criação em Mato Grosso. A honraria “Medalha Mérito Proerd” foi recebida pelo titular da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado.

“A missão do programa é clara: contribuir para o fortalecimento da cultura da paz e a construção de uma sociedade mais saudável e segura. É nossa missão trabalhar para garantir que crianças e adolescentes tenham liberdade, dignidade e seus direitos assegurados. Agradeço por receber essa honraria, que é um gesto muito simbólico para o trabalho desenvolvido por aqueles que atuam na Rede de Proteção”, destacou o procurador de Justiça.

Presente em 70 municípios de Mato Grosso, o programa desenvolve ações de prevenção às drogas e valorização da vida no ambiente escolar. O objetivo da iniciativa é garantir a aproximação da polícia com a comunidade local, cujo papel é fundamental na redução da criminalidade e na melhoria da qualidade de vida.

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Desde sua criação, o Proerd contabiliza mais de 4,7 milhões de atendimentos por meio de ações educativas dentro da sala de aula. Essas ações abordam temáticas como valorização da vida, a importância de manter-se longe das drogas e da violência, informações sobre bullying, direitos e deveres, entre outros assuntos.

Durante a solenidade realizada no último dia primeiro de agosto, cerca de 50 homenagens foram concedidas a policiais militares e autoridades civis que colaboraram para a ampliação do Proerd em Mato Grosso.

(Com informações da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso.)
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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