Ministério Público MT

MP investiga contaminação por metais pesados na bacia do Rio Paranaíta

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Alta Floresta (a 803 km de Cuiabá), instaurou procedimento investigatório para apurar indícios de contaminação das águas da bacia do Rio Paranaíta por metais pesados, entre eles mercúrio, níquel e cromo.

A medida foi adotada após o recebimento de relatórios técnicos encaminhados pelo Ministério Público Federal (MPF), que apontam a presença de substâncias potencialmente tóxicas e outros sinais de degradação ambiental. De acordo com os documentos, também foram identificados níveis elevados de nitrogênio e alta turbidez da água, elementos que indicam possível associação com atividades de garimpo desenvolvidas na região.
O material recolhido alerta ainda para riscos a espécies de peixes presentes no rio. Além da presença de mercúrio, foram observadas altas concentrações de cádmio em peixes, principalmente entre os predadores. A maior parte dos valores de cádmio esteve acima do limite máximo tolerado pela Anvisa para o pescado. O dado gera preocupação e representa risco à saúde humana, diante do potencial carcinogênico.
A promotora de Justiça Fernanda Alberton determinou uma série de medidas imediatas, incluindo solicitação urgente à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) para realização de vistoria técnica no local e apresentação de informações atualizadas sobre licenças ambientais vinculadas ao garimpo.
Segundo a promotora, “o objetivo é assegurar transparência à população de Alta Floresta e Paranaíta especialmente no que se refere à qualidade da água, dos peixes e aos potenciais riscos ambientais”.
O procedimento investigatório tem prazo de 90 dias para novas coletas de dados, análises complementares e aprofundamento das apurações.
O Ministério Público reforça que a atuação tem como finalidade proteger os recursos hídricos da região e garantir a segurança ambiental e saúde das comunidades que dependem diretamente do Rio Paranaíta.

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Foto: Redação – Nativa News.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Quando Estado atua só na repressão, age nas consequências, diz juíza

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“Quando o Estado entra apenas para reprimir, já estamos trabalhando com as consequências.” A afirmação da juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, Anna Paula Gomes de Freitas, feita durante o 1º Encontro dos Direitos e Garantias Fundamentais de Crianças e Adolescentes na Perspectiva Nacional e Internacional e o 5º Encontro Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Mato Grosso, realizados nos dias 18 e 19 de maio, em Cuiabá, aponta para a necessidade das instituições públicas atuarem mais preventivamente para melhor proteger os direitos fundamentais desses segmentos da população, hoje expostos às mais diversas formas de violência.Coordenadora do evento, a magistrada defendeu o fortalecimento das ações preventivas e da rede de proteção diante do avanço de problemas que atingem diretamente crianças e adolescentes, como violência digital, vulnerabilidade social e recrutamento por facções criminosas.A juíza ponderou que a programação foi construída a partir das situações que mais têm impactado a vida de crianças e adolescentes na atualidade.“Nós selecionamos esses temas pensando no que vem atingindo mais a vida das crianças e adolescentes atualmente. Nós temos fases, ora são as facções criminosas, ora o Estatuto da Criança e do Adolescente Digital. Estamos vivendo um tempo em que as crianças estão sendo altamente prejudicadas pelo uso indiscriminado da internet”, afirmou.Anna Paula Gomes de Freitas alertou para os efeitos emocionais provocados pela exposição excessiva às redes sociais e pelo ambiente virtual sem acompanhamento adequado.“O uso excessivo das redes por parte das crianças e adolescentes vem deixando-os ansiosos, talvez até tendentes ao suicídio. Nós estamos preocupados com esses temas e, com base nisso, fizemos a seleção daquilo que deve ser tratado aqui e do que vem apresentando os maiores problemas atualmente na proteção e defesa dos direitos das crianças e adolescentes”, destacou.Realizado em 18 de maio, data que marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o encontro também trouxe para o centro das discussões a necessidade de fortalecer a atuação preventiva do Estado e da rede de proteção.“Essa é a principal preocupação da rede de proteção: estar fortalecida. Falta o Estado estar mais presente, dar mais respostas, não só no sentido de punição, mas principalmente no sentido de apoio”, ressaltou a juíza.De acordo com a coordenadora do evento, muitas famílias em situação de vulnerabilidade precisam de suporte para evitar que crianças e adolescentes sejam expostos a riscos e à criminalidade.“A maioria dessas famílias é vulnerável. Elas precisam de uma estrutura, de apoio do Estado, para tirar os filhos de situações em que eles se colocam à mercê do risco”, pontuou.Ao defender políticas públicas mais efetivas e integradas, Anna Paula Gomes de Freitas reforçou que o enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes deve priorizar a prevenção.“Nós precisamos adiantar um passo nesse sentido para atuar mais preventivamente. Precisamos estar mais presentes, não só na educação, mas também na preparação dessas crianças, adolescentes e famílias, para que eles não cheguem a entrar em situação de risco”, concluiu.Além do Poder Judiciário de Mato Grosso, do Ministério Público Estadual e da Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp), participam da organização dos encontros a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis), Escola dos Servidores, Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ), Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente e o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf). O evento conta ainda com apoio da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT).

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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