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Gaeco deflagra segunda fase da Operação “Boca Vermelha” em Sinop

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O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Sinop, força-tarefa integrada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo, deflagrou nesta terça-feira (18) a segunda fase da Operação “Boca Vermelha”, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa atuante no município e região.A ação, autorizada pela 5ª Vara Criminal de Sinop a partir de representação do Gaeco, resultou na expedição de 10 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal. As investigações apontaram que os locais alvos eram utilizados para práticas ilícitas, incluindo tráfico de drogas vinculado à facção Comando Vermelho, além da participação de mulheres no recolhimento de valores.Durante a operação foram cumpridos nove mandados de prisão 10 mandados de busca, além da prisão em flagrante de um suspeito.A operação apreendeu celulares, valores em espécie, balanças de precisão, cadernos de anotações e diversos utensílios utilizados para o tráfico.Também foram apreendidos seis tabletes e meio de maconha e várias porções de cocaína e de pasta base.Nesta fase, a operação contou com apoio da Polícia Civil de Sinop, Polícia Militar por meio do 3º Comando Regional, do 11º Batalhão da PM (Efetivo Ordinário, GAP, RAIO e Agência Regional de Inteligência) e do 2º Esquadrão Independente de Policiamento Montado (Cavalaria).O Gaeco reforça que denúncias contra facções criminosas podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 127 Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso e 190 da Polícia Militar.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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