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Entre a Bigorna e o Martelo

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Massai está sendo comido pelo câncer. Meu cachorro alegre acordou sem vida. Estamos lutando. Meus filhos despertam e cantam “Desde as Estrelas”. Sou esmagado pela morte e pela vida. O mundo tem uma coisa secreta que precisamos sentir, uma vida debaixo da terra, debaixo da rocha, debaixo de tudo que você conhece. Uma vida de verdade, se conseguir senti-la, consegue mudá-la. Já faz um tempo que meu eu não é univoco. Já não tenho o privilégio de simples acusador, sou acusado, igualmente. Deixei de viver a ilusão de que a realidade é certa, de que eu sou soberano. A existência nos transcende, nos ultrapassa. Sim! Amigo leitor! Isso pode nos deixar mais inseguros, mais divididos, com mais “eus”, mas também nos deixa mais humanos. Não procuro mais eliminar opostos, ambivalências e polaridades, quero aprender a conviver criativamente com elas. Sem a sombra, que tanto falou Jung, nós permanecemos relativamente simples. Sou uma boa pessoa. Sou justo. Sou honesto. Sou feliz. A falsa pureza me deixou há muito tempo. Exijo-me a tocar o mal que está em mim, a injustiça, a corrupção e a tristeza que cá existem. Dizem que quando se toca o mal, corre-se o risco de se sucumbir a ele. A vida exige justamente “tocar” o mal que existe dentro da gente. Mas tocar a sombra não significa se render a ela. Nem mesmo tocar a luz pode nos por amarrados e presos. Significa reconhecer que a alma humana é feita de forças que nem sempre coincidem entre si. Por mais estranho que possa parecer, uma harmonia mais profunda nasce da tensão desses contrários. “O caminho para cima e o caminho para baixo são um e o mesmo”, como Heráclito já o reconheceu. A alma humana não é um bloco uniforme, nela cabe muita coisa. Inclusive os contrários, as ambivalências… Estamos sempre entre a bigorna e o martelo. E lá no sertão, a chuva, a água, a razão desse meu canto em paz.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Agosto da Segurança Institucional começa com palestra no MPMT

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O avanço das ameaças às instituições públicas, os riscos associados ao ambiente digital e a necessidade de atuação preventiva foram discutidos na abertura da campanha “Agosto da Segurança Institucional 2026”, realizada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) na tarde desta segunda-feira (3), no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça, em Cuiabá. A programação teve início com a palestra “Inteligência Corrente na Mitigação de Vulnerabilidades”, ministrada pelo superintendente substituto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Diogo Amorim.Anfitrião do evento e coordenador do Centro de Segurança e Inteligência (CSI), o promotor de Justiça Mauro Zaque de Jesus conduziu abertura do evento destacando a evolução da estrutura de segurança institucional do MPMT ao longo das últimas décadas. Ele relembrou que, no início de sua carreira, as atividades eram realizadas com poucos recursos tecnológicos e sem a estrutura hoje disponível. “Hoje nós avançamos muito. Temos estruturas muito bem montadas, softwares de ponta e pessoal capacitadíssimo. É uma outra realidade”, ressaltou.Ao mesmo tempo em que reconheceu os avanços, Mauro Zaque alertou para o aumento das ameaças enfrentadas pelas instituições públicas. Na avaliação do promotor de Justiça, o crescimento do poder das facções criminosas e as transformações provocadas pela revolução digital exigem atenção constante e aprimoramento contínuo das estratégias de proteção. “Eu não esperava chegar a essa altura do campeonato vendo um nível de ameaça tão grande, não só ao Ministério Público, mas ao próprio Estado Democrático de Direito”, afirmou. Segundo ele, a efetividade das ações de segurança depende do engajamento coletivo. “Se nós não estivermos comprometidos com a segurança, ela não acontece”, reforçou.Representando o corregedor-geral do MPMT, procurador de Justiça João Augusto Veras Gadelha, o promotor de Justiça auxiliar da Corregedoria-Geral, Tiago de Sousa Afonso da Silva, observou que a temática é especialmente relevante diante do cenário contemporâneo. Para ele, as instituições públicas vêm sendo submetidas a pressões e tentativas de deslegitimação por grupos que atuam à margem da legalidade, o que torna indispensável a disseminação de uma cultura preventiva alinhada à política nacional de segurança institucional do Ministério Público. “Precisamos agir de maneira proativa, preventiva, nos antecipando aos riscos”, defendeu.Na sequência, o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), coronel Gibson Almeida Costa Junior, destacou que a segurança institucional vai muito além de protocolos e equipamentos, representando um compromisso permanente com a missão constitucional do Ministério Público. “A segurança institucional representa um compromisso permanente com a proteção das pessoas, do patrimônio, da informação e, sobretudo, da missão constitucional do Ministério Público”, afirmou.O coronel também enfatizou que a construção de um ambiente seguro é uma responsabilidade compartilhada por todos que integram a instituição. “Segurança institucional não é responsabilidade exclusiva do gabinete de segurança; ela depende do comprometimento de cada membro, servidor, estagiário e colaborador”, pontuou. Ao tratar da importância da prevenção, acrescentou que “investir em segurança não significa viver com medo; significa estar preparado, agir com inteligência e prevenir”.Já o coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro, destacou a relevância da segurança institucional para o pleno exercício das atribuições constitucionais do Ministério Público e para o fortalecimento das instituições públicas. O promotor de Justiça também reconheceu o trabalho desenvolvido pelo CSI e o apoio da administração superior às ações da área. “Estamos abrindo agosto em prol da segurança institucional. É hora de nos dedicarmos também a essa matéria que guarda importância fundamental para a atuação de todos nós”, afirmou.Na sequência, foi realizada a palestra “Inteligência Corrente na Mitigação de Vulnerabilidades”. Durante a exposição, Diogo Amorim propôs reflexões sobre três questões centrais: quais são as vulnerabilidades do MPMT, o que é a inteligência corrente e de que forma a inteligência corrente pode contribuir para mitigar vulnerabilidades. Promovida pelo CSI e pelo GSI, com apoio do Ceaf, a campanha “Agosto da Segurança Institucional 2026” terá programação ao longo de todo o mês, incluindo palestras, capacitações, ações de conscientização, avaliações de segurança e atividades preventivas voltadas ao fortalecimento da cultura de proteção institucional entre membros, servidores e colaboradores do Ministério Público de Mato Grosso.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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