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Encontro exclusivo terá cinco painéis e lançamento do Programa Semear

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A programação do Encontro Técnico “Inteligência na Execução Penal e a Importância da Ressocialização”, que será realizado nos dias 28 e 29 de maio de 2026, contemplará cinco painéis e o lançamento do Programa Semear em Mato Grosso. O evento é promovido pelo Centro de Apoio Operacional (CAO) da Execução Penal e pelo Centro de Segurança e Inteligência (CSI), em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), a Escola Institucional do MPMT. A iniciativa, que é inédita e exclusiva, busca promover o aprimoramento técnico e fomentar o debate qualificado sobre os desafios do sistema prisional e a efetividade da execução penal no Brasil, abordando estratégias de inteligência aplicadas ao contexto penitenciário e práticas voltadas à ressocialização de pessoas privadas de liberdade. O público-alvo do evento é composto por membros do Ministério Público, magistrados e profissionais das forças de segurança. O encontro terá início às 8h45 do dia 28 de maio, com credenciamento e abertura. Na sequência, às 9h30, será realizado o painel “Inteligência Institucional no Ambiente Prisional de MT”, com palestras do secretário de Estado de Justiça (Sejus-MT), Valter Furtado Filho, e do secretário adjunto de Inteligência (Sejus-MT), Diogo Santana Souza. Os debates serão conduzidos pela juíza Edna Ederli Coutinho, com presidência do promotor de Justiça Renee do Ó Souza.No período da tarde, a programação segue com mais dois painéis. Às 14h, será abordado o tema “A Rota Interestadual do Crime: Conexão MT-RJ”, apresentado pelo delegado da Polícia Judiciária Civil do Rio de Janeiro Fabrício Oliveira Pereira. O debate ficará a cargo do promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino, sob a presidência da promotora de Justiça Alessandra Gonçalves da Silva Godoi. Em seguida, às 15h30, ocorre o painel “Estratégias de Inteligência na Fiscalização e Atuação na Execução Penal”, conduzido pela promotora de Justiça do Ministério Público do Paraná (MPPR) Janaina Bruel Marques, com debate do promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto e presidência do promotor de Justiça Mauro Zaque de Jesus.No dia 29 de maio, as atividades começam às 9h com o painel “Ciência do Comportamento e a Transformação do Apenado”, ministrado pelo autor e pesquisador Eduardo Casarotto, fundador do Instituto Virtudes e criador da Virtologia. A debatedora será a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente, e a mesa será presidida pela procuradora de Justiça Rosana Marra.Às 10h, será realizado o quinto painel, com o tema “Perspectivas do Judiciário para a implementação do Plano Pena Justa”, tendo como palestrante o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso Orlando de Almeida Perri. O debate contará com a participação do secretário executivo da Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP-SP), coronel Marco Antonio Severo, e a mesa será presidida pelo desembargador do TJMT Wesley Sanchez Lacerda.O encerramento do evento, às 11h, será marcado pelo lançamento do Programa Semear (Sistema Estadual de Métodos para Execução Penal e Adaptação Social do Recuperando), que busca ampliar a efetividade das ações de recuperação de pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional. Implantada há mais de uma década no Estado de São Paulo, a iniciativa passa agora por expansão nacional.A apresentação do programa contará com a participação do agente de segurança penitenciária e coordenador dos presídios da região noroeste do Estado de São Paulo, Jean Ulisses Campos Carlucci, representante executivo do Programa Semear pela Secretaria de Administração Penitenciária paulista, além da diretora executiva do Instituto Ação Pela Paz, Solange Senese, e do desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Luiz Antonio Cardoso.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Júri de filho de ex-deputado é redesignado para o dia 21 de julho

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A 1ª Vara Criminal de Cuiabá acolheu pedido da 2ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital e determinou, nesta segunda-feira (6), o levantamento integral do sigilo processual da ação penal que apura as mortes de Thays Machado e Willian Cesar Moreno. O requerimento foi protocolado em 2 de julho pela promotora de Justiça Élide Manzini de Campos. Na decisão, a magistrada reconheceu a regra geral de publicidade da sessão plenária, autorizando a presença do público no julgamento. Inicialmente marcado para esta terça-feira (7), o julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra foi redesignado pela Justiça para o dia 21 de julho de 2026, às 9h, após pedido da defesa relacionado ao acesso a materiais produzidos durante a investigação. Filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra, Carlos Alberto Gomes Bezerra é réu confesso e está preso. Conforme denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi praticado por motivo torpe, relacionado à inconformidade com o fim do relacionamento amoroso, mediante extrema violência e em circunstâncias que impossibilitaram qualquer reação da vítima.Para o MPMT, a conduta demonstrou elevado grau de crueldade, uma vez que os disparos foram efetuados em plena luz do dia, em área urbana com intensa circulação de pessoas, utilizando uma pistola semiautomática.O MPMT sustenta ainda que o crime ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero. Segundo a denúncia, o acusado se valeu da condição de ex-companheiro da vítima e de sua superioridade física para exercer controle e violência contra Thays Machado, evidenciando menosprezo à condição feminina da vítima e enquadrando o caso nas hipóteses legais de feminicídio.Em relação à morte de Willian Cesar Moreno, o Ministério Público denunciou o acusado por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Conforme a acusação, a ação foi premeditada e executada de forma a surpreender o casal, impedindo qualquer possibilidade efetiva de reação ou fuga diante dos disparos efetuados pelo acusado.Ao analisar o pedido, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira entendeu que não há, neste momento, risco concreto à intimidade das vítimas ou de terceiros que justifique a manutenção do segredo de Justiça. A magistrada destacou ainda que a publicidade dos atos processuais constitui regra constitucional e que o próprio Ministério Público, após diálogo com os familiares das vítimas, manifestou-se favoravelmente à abertura da sessão. Apesar do levantamento do sigilo, a decisão estabelece restrições para a cobertura do julgamento. A cobertura televisiva da sessão ficará limitada à assessoria de imprensa oficial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, sendo vedado o acesso ao plenário de equipes de emissoras e demais veículos de comunicação. Também permanece proibida a captação e divulgação de imagens que permitam a identificação do réu e dos jurados. O acesso do público em geral, contudo, está autorizado.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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