Ministério Público MT
Água para o Futuro capacita técnicos em Nossa Senhora do Livramento
Publicado em
5 de fevereiro de 2024por
Da RedaçãoO Ministério Público do Estado de Mato Grosso promoveu a primeira capacitação em confirmação e caracterização de nascentes deste ano, de 23 a 26 de janeiro, no município de Nossa Senhora do Livramento (a 40km da capital). Solicitado pela 4ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande, o curso integra as atividades do projeto Água para o Futuro.
Durante o evento, os técnicos locais foram treinados para realizar, de maneira autônoma, a proteção das nascentes. A capacitação abrangeu uma parte teórica, na qual foram detalhados os procedimentos metodológicos utilizados pelo projeto Água para o Futuro, assim como os requisitos técnicos e materiais necessários para as atividades de campo.
Segundo o coordenador do Água para o Futuro, procurador de Justiça Gerson N. Barbosa, a implementação do projeto em Livramento é crucial para a preservação do Pantanal, considerando que o município é um portal desse ecossistema. O procurador destacou a importância da proteção das bordas do Pantanal para a conservação de sua diversidade cultural e biológica.
Durante a semana, as equipes técnicas visitaram mais de 10 locais de prospecção de nascentes e constataram que muitos desses pontos estão atualmente sem água. Alguns desses locais são marcos históricos de captação no município e, este ano, estão secos devido principalmente à escassez de chuvas.
O biólogo Abílio Moraes, técnico do projeto Água para o Futuro, observou que a falta de chuvas, associada aos processos de degradação, está impactando negativamente a disponibilidade hídrica na região. Ele destacou a remoção da vegetação nativa, processos erosivos, assoreamento, pisoteio de gado, entre outros fatores de degradação.
A promotora de Justiça Michelle de Miranda Rezende Villela, titular da 4ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande, ressaltou que a ação é resultado de intensa articulação com a administração municipal, que concordou de forma consensual em assinar o protocolo de intenções e disponibilizar os técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente para realizar o mapeamento e a caracterização das nascentes. A promotora enfatizou que essa parceria é fundamental para fortalecer as ações em prol da preservação ambiental no município.
Balanço – O ano de 2023 foi marcado pela expansão do projeto Água para o Futuro para municípios do interior de Mato Grosso. Intitulada de Interiorização, a iniciativa do MPMT consiste em levar a expertise técnica do projeto na capital para municípios onde os promotores de Justiça demonstraram interesse na execução de ações para a proteção e busca da recuperação de nascentes. As ações se concretizam por meio de articulações locais, capacitações teóricas e trabalhos de campo visando a confirmação e caracterização de nascentes.
Em 2023 o projeto foi levado para mais oito municípios (Figueirópolis D´Oeste, Alto Garças, Lambari D´Oeste, Rio Branco, Colíder, Primavera do Leste, Nossa Senhora do Livramento e Nobres), além da manutenção dos trabalhos em Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães e Tangará da Serra. No decorrer do ano, foram confirmadas e caracterizadas 144 novas nascentes, sendo 11 em Cuiabá e 133 nos municípios do interior do estado.
Também houve a participação constante dos técnicos em audiências junto aos promotores de Justiça, além de diversas apresentações e palestras em escolas, reuniões de trabalho e eventos. O projeto capacitou 40 profissionais nos municípios de Alto Garças, Primavera do Leste, Lambari D´Oeste, Rio Branco e Nobres em confirmação e caracterização de nascentes.
Foram expedidas 98 manifestações técnicas relacionadas a nascentes degradadas ou nascentes em recuperação. Estas manifestações subsidiam os promotores de Justiça em ações de busca da reparação de danos ambientais.
Desde o ano de 2016 o projeto Água para o Futuro já confirmou e caracterizou 612 nascentes, sendo 295 em Cuiabá e as demais 317 confirmadas por meio do projeto “Água para o Futuro – Interiorização” em outros 19 municípios.
Fotos: Projeto Água para o Futuro
Fonte: Ministério Público MT – MT
Ministério Público MT
O descompasso entre crescimento e qualificação em Mato Grosso
Published
2 horas agoon
24 de abril de 2026By
Da Redação
Estado lidera geração de empregos, mas enfrenta dificuldade crescente para preencher vagas por falta de mão de obra qualificadaHá um descompasso que se delineia com nitidez em Mato Grosso — e que, talvez por isso mesmo, ainda não foi enfrentado na profundidade que o tema reclama. De um lado, uma economia dinâmica, com crescimento acima da média nacional e taxas de desocupação entre as menores do país — em torno de 3% a 4%, segundo dados recentes do IBGE. De outro, um entrave persistente: vagas permanecem abertas pela ausência de mão de obra qualificada.Não se está diante de um desajuste circunstancial, nem de uma dificuldade confinada a um segmento específico. O quadro revela uma desconexão estrutural entre o ritmo da expansão econômica e a capacidade de formação profissional da população.No plano agregado, Mato Grosso mitigou o antigo problema da escassez de emprego. O desafio contemporâneo deslocou-se. Trata-se, agora, de preparar pessoas para ocupar as oportunidades que o próprio desenvolvimento engendra.Nesse contexto, um dado merece atenção. O setor de serviços concentra a maior parte dos empregos formais, tanto no Brasil quanto no estado — frequentemente superando 60% do total de vínculos. Parte dessas atividades, especialmente no comércio, na logística e em funções administrativas, atua como via relevante de inserção inicial no mercado de trabalho, embora não de forma uniforme. Ainda assim, a questão da qualificação não se distribui de modo homogêneo.Nos segmentos produtivos — especialmente agropecuária, indústria e construção — a carência de mão de obra qualificada se manifesta de forma mais intensa e com maior impacto econômico. Levantamentos de entidades empresariais indicam que cerca de 40% a 50% das empresas enfrentam dificuldade para contratar trabalhadores com as competências exigidas. O maior empregador está nos serviços; o principal gargalo, contudo, localiza-se nos setores com maior intensidade produtiva e efeito multiplicador.A evidência empírica corrobora essa assimetria. No comércio, multiplicam-se as dificuldades na contratação de vendedores e assistentes administrativos com domínio mínimo de atendimento e ferramentas digitais. Já na indústria, escasseiam operadores de máquinas, técnicos de manutenção e profissionais de eletromecânica — funções que exigem qualificação técnica específica. Na construção civil, a falta de pedreiros, eletricistas e mestres de obra compromete prazos e encarece empreendimentos. No agronegócio, intensifica-se a demanda por operadores de máquinas agrícolas e profissionais aptos a lidar com tecnologias embarcadas. Quanto à logística, a ausência de motoristas qualificados e operadores especializados limita a eficiência de cadeias inteiras.O padrão se repete com inquietante regularidade: oportunidades existem, a demanda é concreta, mas a qualificação da força de trabalho não evolui no mesmo ritmo.À primeira vista, poderia parecer que o problema reside apenas na insuficiência de cursos. Essa explicação, embora não inteiramente equivocada, é limitada. Um exame mais atento revela que a questão é mais profunda. O ponto crítico está na forma como a qualificação profissional vem sendo estruturada — ainda fragmentada, dispersa e, em larga medida, dissociada das necessidades efetivas do mercado.Cursos são ofertados. Turmas são abertas. Certificados são expedidos. Permanece, entretanto, uma indagação essencial: tais formações dialogam, de fato, com a realidade econômica dos territórios em que se inserem? Com frequência, a resposta não se mostra satisfatória.A economia mato-grossense possui feições próprias. O agronegócio, a agroindústria, a logística, a construção civil e determinados ramos industriais compõem o núcleo do desenvolvimento estadual. São esses segmentos que geram riqueza — e, justamente, aqueles que mais enfrentam dificuldade para encontrar trabalhadores qualificados.Diante desse cenário, a questão ultrapassa a mera ampliação da oferta de cursos. Torna-se necessária uma qualificação orientada, territorializada e organicamente vinculada às cadeias produtivas reais.Quando essa articulação não se estabelece, o desfecho é previsível: formações que não conduzem ao emprego, empresas que não encontram trabalhadores e um crescimento econômico aquém do potencial.Experiências exitosas em outros estados — como Minas Gerais e Pernambuco, que estruturaram políticas de qualificação articuladas às demandas do setor produtivo, com oferta descentralizada e integração efetiva entre formação e trabalho — indicam caminhos possíveis. O ponto decisivo, contudo, não reside na simples replicação de modelos, mas na assimilação de um princípio fundamental: qualificação profissional não é política acessória — é eixo central do desenvolvimento.Algumas diretrizes, nesse contexto, apresentam-se com clareza.A primeira consiste na construção de um sistema permanente de inteligência sobre o mercado de trabalho. Não se planeja adequadamente a formação profissional sem conhecer, com precisão, as vagas não preenchidas, sua localização e as competências requeridas. Sem esse diagnóstico, corre-se o risco de multiplicar certificados e escassear soluções.Outra diretriz relevante é a superação da lógica de cursos isolados em favor de trilhas formativas. O trabalhador contemporâneo não necessita apenas de uma qualificação pontual, mas de um percurso que permita progressão, adaptação e atualização contínua.Igualmente imprescindível é a integração efetiva com o setor produtivo. Formações desconectadas da realidade empresarial tendem a gerar frustração recíproca. A qualificação precisa nascer do diálogo com quem emprega e incorporar experiências práticas que reduzam a distância entre aprendizagem e trabalho.A incorporação das novas tecnologias, por sua vez, já não pode ser tratada como opção. A inteligência artificial, a automação e as ferramentas digitais configuram o presente do trabalho. Ignorá-las significa condenar trabalhadores à obsolescência precoce.Nesse ponto, já é possível delinear uma proposta estruturante: a criação de um programa estadual de alfabetização em inteligência artificial e produtividade digital. Não se trata de formar especialistas, mas de assegurar que trabalhadores — do campo à cidade, do comércio à indústria — dominem instrumentos que já moldam o cotidiano profissional.Alfabetizar em inteligência artificial, hoje, não pressupõe que tenhamos superado a alfabetização digital básica — o que, de fato, ainda não ocorreu. Dados nacionais indicam que parcela significativa da população brasileira ainda apresenta limitações no uso de ferramentas digitais básicas. Ainda assim, a realidade do trabalho avança. Se antes o desafio era acessar o computador, hoje é saber utilizá-lo de forma produtiva e inteligente. A nova fronteira não substitui a anterior; sobrepõe-se a ela.A dimensão social do problema tampouco pode ser negligenciada. Em um estado marcado por desigualdades regionais, a qualificação profissional assume caráter inclusivo. Priorizar jovens, trabalhadores desempregados, mulheres chefes de família e populações vulneráveis significa, em última análise, ampliar horizontes e reduzir assimetrias.Nesse sentido, revela-se especialmente pertinente a advertência de Hannah Arendt, ao lembrar que “educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos responsabilidade por ele”. Formar para o trabalho, aqui, é também assumir responsabilidade pelo destino coletivo.Cumpre reconhecer que Mato Grosso não parte do zero. Há iniciativas relevantes em curso, tanto no âmbito estadual quanto municipal, além da atuação consistente do Sistema S. Programas como Ser Família Capacita vêm sendo ampliados, e a oferta de cursos cresce gradualmente. Ainda assim, a conclusão se impõe: as iniciativas ainda são insuficientes.Quando o crescimento econômico supera a capacidade de formação profissional, instaura-se um descompasso que tende a se aprofundar. Esse descompasso não é neutro — traduz-se em oportunidades perdidas, investimentos subaproveitados e desigualdades que se perpetuam.O que está em jogo não é apenas a eficiência do mercado de trabalho. É o próprio desenho do desenvolvimento que se pretende sustentar.Vagas não preenchidas por falta de qualificação não constituem meras estatísticas administrativas. São sinais inequívocos de que a engrenagem responsável por articular educação, trabalho e prosperidade ainda opera aquém do necessário — lenta, descoordenada, insuficiente para a complexidade do tempo presente.E engrenagens, quando desalinhadas, não entram em colapso de imediato. Persistem, rangem, perdem eficiência — até que o sistema, gradualmente, deixa de responder às exigências que sobre ele recaem.É nesse ponto que se impõe uma reflexão mais profunda. O crescimento econômico, por si só, não é garantia de desenvolvimento. Sem uma base humana qualificada, capaz de sustentar, adaptar e projetar esse crescimento, o avanço torna-se frágil, circunstancial e, em última instância, reversível.A questão decisiva, portanto, não reside em saber se Mato Grosso continuará a crescer — os indicadores sugerem que sim. A interrogação que realmente importa é outra, mais exigente e menos confortável: o Estado será capaz de converter expansão econômica em capacidade social efetiva, ou permitirá que a distância entre ambos se amplie?Em termos estruturais, o desenvolvimento consistente pressupõe a conversão da prosperidade econômica em oportunidade real para a população. Sem essa correspondência, o crescimento perde densidade e se esgota.Uma economia que avança sem qualificar sua própria população pode até expandir seus indicadores — mas dificilmente consolidará um projeto duradouro de grandeza e inclusão.*Márcio Florestan Berestinas é promotor de Justiça no Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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