Ministério Público MT

Acusado de matar criança de 5 anos após briga com companheira vai a júri

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O Tribunal do Júri de Paranatinga (411 km de Cuiabá) realiza, nesta terça-feira (12), o julgamento de Alaor da Silva, acusado de matar uma criança de 5 anos com disparo de arma de fogo, em fevereiro de 2024, no bairro Vila Concórdia. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime foi motivado por uma discussão entre o réu e sua companheira. Alaor efetuou um disparo em direção à mulher, mas o tiro atingiu o neto dela, que estava no local. A criança foi socorrida por familiares, mas não resistiu aos ferimentos.Após o crime, Alaor da Silva fugiu e foi preso dias depois. Ele responde por homicídio e tentativa de feminicídio, além de outros crimes relacionados ao uso irregular de arma de fogo.De acordo com o inquérito da Polícia Judiciária Civil (PJC), Alaor mantinha um relacionamento marcado por agressões com sua ex-companheira. Testemunhas relataram que, em algumas situações, ele ameaçava a vítima com o uso de arma de fogo.Para a promotora de Justiça Fernanda Luiza Mendonça Siscar, o julgamento representa um momento importante de resposta à sociedade.“Trata-se de um caso extremamente grave, que envolve violência doméstica e resultou na morte de uma criança de cinco anos. Esperamos que a Justiça seja feita de forma firme e responsável”, destacou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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O Mistério do Fogo

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Da fricção de duas peças de madeira seca, do choque de duas pedras: o fogo. Como conservá-lo? Uma vez extinto, como reacendê-lo?

Tanta coisa evoluiu no mundo, e insisto na fogueira. Ao redor dela sempre chegam novidades, histórias, pessoas, caminhos e encontros. O devaneio junto à fogueira. O sonho. Desperta a vontade de mudar, de correr o tempo, de levar a vida a seu termo, a seu além. Aumenta o destino humano.

Existe uma convocação silenciosa em toda fogueira. A vida de uma chama para a vida de um mundo. O fogo é íntimo e universal. Vive em nosso coração.

Queria saber da arte de atiçar o fogo nos outros. Em mim já é difícil. O fogo esmorece, é preciso atiçá-lo, sabiamente, longamente, no meio da fumaça.

Eu sei que tem a ver com paciência, audácia, sorte (Deus). Sobretudo amor. Eu sei também que o fogo se propaga mais na alma que nas cinzas. Antes de ser nascido da madeira e da pedra, o fogo nasce da gente.

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Vejo tantos corpos cansados e almas-cinzas. Sim, Amigo Leitor, o sentido das coisas mora longe, mas ele é tocado dentro de você. Somente quando lembramos da nossa solidão é que somos senhores da nossa fogueira.

Olhei para o horizonte, para não me perder de vista. Imensidão vasta e profunda, mais vasto é o meu coração. Põe a alma na tua frente, Leitor Atento, que ela vence o corpo cansado.

Num mundo de luzes instantâneas, há algo de corajoso em acreditar no fogo que se alimenta devagar.

Aprenda a cuidar do seu fogo. Seja capaz de forçar a porta da fornalha e adentrar no mistério do fogo, a fim de arder sempre.

*Emanuel Filartiga Escalante Ribeiro é promotor de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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