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Torneio de robótica educacional começa nesta quarta-feira (13) e reúne estudantes de diversos municípios de MT

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Estudantes da Rede Estadual de Ensino se reúnem em Cuiabá, a partir desta quarta-feira (13.12), para as disputas do 1º Torneio de Robótica Educacional de Mato Grosso. A competição é realizada na Fatec Senai, no Porto, e é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), em parceria com a Sim Inova, com apoio do Senai-MT.

Até quinta-feira (14), 48 equipes participam do torneio, sendo 21 delas formadas por estudantes do Ensino Fundamental II e 27 equipes do Ensino Médio.

A abertura oficial do torneio ocorre a partir das 17h nesta quarta-feira, e, no dia 14, os desafios acontecerão das 8h às 17h. O torneio é presencial e aberto ao público. Também será possível acompanhar a competição pela internet, com transmissão ao vivo no canal da Seduc no Youtube.

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, ressalta que o torneio é uma experiência valiosa para os estudantes.

“Incentivamos iniciativas que estimulam o desenvolvimento dos nossos estudantes. O torneio traz a proposta de uma competição que leva à colaboração e ao trabalho em equipe, gerando desenvolvimento contínuo”, frisa.

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Com a robótica educacional os estudantes aprendem lógica de programação, pensamento computacional, além de habilidades e competências comportamentais, organizacionais, socioemocionais, cognitivas e de comunicação.

“O uso da robótica educacional em nossas escolas já mostrou que os estudantes apresentam ganhos de desempenho em todas as disciplinas”, completa Alan.

Desafio de robôs

O torneio será um evento clássico de competição saudável, baseado na modalidade “Desafio de Robôs”, onde os estudantes terão de usar a criatividade, inovação e estratégia desde a montagem até a execução dos comandos para o protótipo montado, que será posto à prova em uma arena onde duas equipes se enfrentarão.

Vence a prova o robô que permanecer dentro da arena, fazendo uso de diversas estratégias – desde desviar-se do robô da outra equipe para se manter no perímetro ou, até mesmo, arriscar a empurrar o robô adversário para fora da arena.

As atividades são alinhadas à Base Nacional Comum Curricular e contemplam a metodologia Steam (sigla para Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) e a Cultura Maker (aprender fazendo), o que permite a interdisciplinaridade e a aprendizagem significativa.

O evento proporciona uma oportunidade única para os estudantes demonstrarem criatividade e trabalho em equipe.

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“O torneio permite que os estudantes pratiquem seus conhecimentos de robótica de forma inovadora, colaborativa e com alto grau de aprendizado”, diz Ivan Ipólyto, CEO da empresa desenvolvedora do programa SimRobótica.

Além de escolas de Cuiabá, participam equipes dos municípios de Água Boa, Pontal do Araguaia, Mirassol D´Oeste, Nova Brasilândia, Juara, Aripuanã, Matupá, Jauru, Comodoro, Primavera do Leste, Alto Taquari, Itanhangá, Sorriso, Tangara da Serra, Barra do Bugres, Várzea Grande, Jangada, Paranaíta, Barra do Garças, Araguaiana, Araputanga, Mirassol d’Oeste, São Jose do Rio Claro, Diamantino, Juína, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Paranatinga, Alto Araguaia, Colíder, Campo Novo do Parecis, Nossa Senhora do Livramento. As atividades estão alinhadas entre as Diretorias Regionais de Educação (DREs) e as unidades de ensino.

Confira outras informações sobre o torneio e o regulamento completo na página do evento (clique aqui).

Para assistir a transmissão da abertura do torneio nesta quarta-feira, clique aqui. Já a transmissão do torneio, na quinta-feira, será realizada por este link.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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