MATO GROSSO

Sinfra requer autorização do ICMBio para reestruturar MT-251 dentro do Parque Nacional

Publicado em

A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) pediu providências e encaminhou, nesta quinta-feira (09.11), relatório à administração do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães e ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), para que o Governo de Mato Grosso seja autorizado a reestruturar a MT-251, na região do Portão do Inferno.

O relatório, feito por uma consultoria especializada contratada pela Sinfra-MT, aponta que há risco de deslizamento na MT-251, na região do Portão do Inferno. Foram identificados dez locais com riscos de acidente geotécnico, entre os km 42 e 48 da rodovia – dentro da área do Parque Nacional, sendo que três pontos são considerados mais críticos.

A Sinfra-MT pede que o relatório seja avaliado, uma vez que a MT-251 corta um trecho do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, administrado pelo ICMBio, e nenhuma alteração pode ser feita no local sem autorização do órgão federal.

O ofício pede ainda uma sinalização positiva do ICMBio para a reestruturação da via, com a construção de um novo viaduto no Portão do Inferno. Também seriam realizadas medidas de contenção nos paredões. As estratégias apontadas são de baixa interferência para o patrimônio paisagístico, ambiental e paleontológico do local.

Leia Também:  Governo de MT investe em asfalto para melhorar logística do sudeste mato-grossense

Uma vez que há custos elevados para elaboração dos estudos de topografia e investigação geotécnica, assim como para os projetos básicos e executivos, essa autorização é fundamental, para que a Sinfra-MT possa prosseguir com as medidas necessárias, com a urgência que o caso requer.

A Sinfra-MT lembra que a região é de interesse de todos os mato-grossenses e que os órgãos têm trabalhado juntos para aprimorar a segurança viária da MT-251 dentro do Parque Nacional.

Em janeiro de 2022, após um deslizamento no Portão do Inferno, os dois órgãos, junto com a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros realizaram uma vistoria no local, após a qual, foram instaladas sinalizações alertando para os riscos de deslizamento.

Fonte: Governo MT – MT

Advertisement

MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

Published

on

Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

Leia Também:  Sinfra capacita servidores para uso de novo sistema de fiscalização de obras rodoviárias

Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Leia Também:  Plano prevê medidas para regulamentação de uso público de Parque

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA