MATO GROSSO

Sinfra recebe prêmio por implantação de ciclovias em rodovias estaduais

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A iniciativa de implantação de ciclovias nas rodovias estaduais, adotada pelo Governo de Mato Grosso, foi reconhecida nacionalmente, como exemplo a ser seguido de incentivo ao transporte sustentável, e venceu a categoria “Iniciativas Públicas em Favor da Mobilidade Sustentável” do Prêmio Parque da Mobilidade Urbana. A entrega do prêmio aconteceu nesta quinta-feira (13.06), em São Paulo.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, afirmou que o projeto foi desenvolvido justamente na busca de fomentar o transporte sustentável. “A equipe toda merece esse reconhecimento e estamos trabalhando para a ampliação no número de ciclovias em todo Estado”, afirmou.

A premiação é realizada pela Connected Smart Cities, plataforma de conteúdo sobre cidades inteligentes, e pela Urucuia, empresa de assessoria especializada na área de mobilidade urbana.

O projeto, executado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), concorreu com iniciativas de aquisição de bicicletas elétricas dos Correios, de eletrificação da frota de veículos do Sistema Municipal de Transporte Coletivo da Prefeitura de São Paulo, de Tarifa Zero, da Prefeitura de São Caetano do Sul e Cidade Amiga dos Ciclistas, da Prefeitura de Sorocaba.

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“Vencer uma categoria com tantos projetos bacanas de alto nível de expressão nacional representa a importância que precisamos dar para a mobilidade ativa. Esse projeto mostra que há uma demanda que busca as ciclovias não só para esportes, mas também para o cicloturismo, movimentando a economia das regiões onde estão implantadas”, destacou o secretário adjunto de Gestão e Planejamento Metropolitano da Sinfra, Rafael Detoni.

Ele explicou que o projeto nasceu da elaboração do Plano Metropolitano de Mobilidade Sustentável, fundamentado em estudos que apontam a importância da implantação de ciclovias para o transporte sustentável, para o cicloturismo, entre outros benefícios.

O Estado implantou 44,5 km de ciclovias ou ciclofaixas em rodovias estaduais, sendo a maior parte delas, 37,5 km entregues a partir de 2019. Foram construídas ciclovias na MT-010 (Cuiabá – Distrito da Guia), na MT-251 (Cuiabá – Chapada dos Guimarães), na MT-402 (entre a MT-251 e Distrito do Coxipó do Ouro) e na MT-343 (Cáceres- Balneário Piraputanga).

Dados do aplicativo Strava, usado por ciclistas, já trazem resultados positivos após a implantação das ciclovias. Um exemplo é o aumento de 122% no número de viagens de bicicleta, entre 2019 e 2022, nas rodovias estaduais da Região Metropolitana de Cuiabá.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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