A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) assinou, nesta terça-feira (28.1), uma carta de compromisso de repactuação das Políticas Nacionais de Combate ao Trabalho Escravo.
Nesta terça, foi celebrado o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. A assinatura foi realizada pelo titular da Sesp, secretário coronel PM César Roveri, em reunião com a Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-MT).
A presidente da Coetrae-MT, Márcia Ourives, considerou que a assinatura referenda o compromisso do Estado no combate ao trabalho escravo.
“Nós estamos alinhados com a Política Nacional e até mesmo à frente, tendo em vista que nós já elaboramos o 3º Plano Estadual e o Fluxo de Atendimento das Vítimas, lançados no em novembro do ano passado, sendo que outros Estados ainda estão em elaboração, inclusive o plano nacional. Ainda fomos o primeiro estado a criar um fundo específico para investimento nas ações de erradicação do trabalho escravo”, destacou.
A Coetrae passou a integrar parte do organograma da Sesp em 2021. Desde então, a secretaria já destinou R$ 1,7 milhões à comissão para apoiar e fortalecer o planejamento das ações de combate ao trabalho escravo em Mato Grosso.
Durante a reunião, o secretário César Roveri reforçou o compromisso do Estado em apoiar as ações, que são realizadas em parceria com instituições federais, e destacou que a secretaria está à disposição para dar suporte na capacitação e preparação de policiais para lidar com situações de trabalho escravo.
“Essa repactuação reafirma o compromisso da Segurança Pública de dar o suporte necessário ao Coetrae, assim como temos feito desde que assumimos esta comissão, fortalecendo o enfrentamento desses crimes para que continuemos sendo referência nacional”, pontuou.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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