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SES realiza treinamento inédito para combater arboviroses

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) promoveu de segunda a quinta-feira (1º a 4.12) capacitação em vigilância de arboviroses zoonóticas, para melhorar o controle de doenças transmitidas por animais para humanos, especialmente através de vetores como mosquitos. A ação teve o apoio do Ministério da Saúde.

O evento reuniu 40 participantes, entre profissionais da SES, técnicos das Secretarias Municipais de Saúde, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso (CRMV-MT) e do Hospital Veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Especialistas do Ministério da Saúde participaram como facilitadores das atividades teóricas e práticas.

Conforme a coordenadora de Vigilância em Saúde Ambiental da SES, Marlene Barros, o treinamento teve como foco aprimorar a detecção precoce de arboviroses zoonóticas como febre amarela, febre do Nilo Ocidental e febre do Oropouche por meio da vigilância de epizootias em primatas não-humanos, equídeos, aves silvestres e outros.

“A iniciativa promove atualização técnica, integração de equipes e a formação de multiplicadores estaduais, incluindo o uso de ferramenta estratégica para registro, monitoramento e análise de notificações envolvendo zoonoses”, explicou.

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A capacitação incluiu atividades teóricas no Hotel Fazenda Mato Grosso e práticas na UFMT, utilizando laboratórios e áreas externas para capacitação em biossegurança, coleta de amostras, técnicas de entomologia (estudo dos insetos) e métodos de investigação de campo.

Também foi realizada uma aula prática no Horto Florestal Tote Garcia, onde simularam coleta de amostras de animais, instalaram armadilhas e fizeram registro fotográfico de animais para fins de notificação no sistema SISS-GEO, reforçando o conceito de Uma Só Saúde (Saúde Animal, Humana e Ambiental).

“O treinamento fortalece a resposta oportuna a eventos de importância em saúde pública, melhora a qualidade dos dados e contribui para a análise de risco e definição de áreas prioritárias para intervenção. A ação também consolida parcerias interinstitucionais essenciais para o enfrentamento das arboviroses no estado”, concluiu a coordenadora.

Fonte: Governo MT – MT

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Operação da Polícia Civil mira grupo que manipulava imagens de adolescentes e vendia como conteúdos pornográficos

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A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (27.5), a Operação Máxima Proteção, para cumprir três ordens judiciais em Juína, Sinop e Cacoal (RO), visando desarticular um grupo investigado pela produção, armazenamento e comercialização de conteúdos pornográficos ilícitos envolvendo manipulação digital de imagens de adolescentes.

A investigação conduzida pela Delegacia de Juína começou após a identificação de quatro adolescentes, alunos de uma escola particular do município, suspeitos de envolvimento no caso. Com o avanço das apurações, a Polícia Civil também identificou a participação de maiores de idade, o que levou à abertura de um inquérito para aprofundar as investigações.

Até o momento, aproximadamente 30 vítimas foram identificadas em Juína, a maioria adolescentes, estudantes de duas escolas particulares do município e também do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).

Segundo a investigação, os suspeitos usavam uma ferramenta de inteligência artificial para alterar e criar conteúdos falsos com aparência realista, dificultando a identificação da fraude.

Durante as diligências, os elementos técnicos demonstraram que os investigados produziam montagens pornográficas ilícitas utilizando imagens das vítimas, armazenavam os arquivos em dispositivos eletrônicos e serviços de nuvem, além de compartilharem os conteúdos com terceiros. A investigação apontou que as práticas ocorriam de forma reiterada e organizada, com divisão implícita de funções entre os envolvidos.

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As apurações indicam ainda que dois adolescentes, ambos de 15 anos, passaram a explorar economicamente os conteúdos produzidos, cobrando valores que variavam de R$ 30 por fotografia a até R$ 120 por vídeo.

Os extratos bancários analisados revelaram movimentações financeiras compatíveis com atividade ilícita, demonstrando recebimentos frequentes, diversidade de remetentes e compatibilidade com os valores negociados nas conversas obtidas durante a investigação.

A análise dos dados identificou compradores distribuídos em diversos estados da federação, incluindo Minas Gerais, Pará, Rondônia, Tocantins e Bahia, evidenciando o caráter interestadual da prática criminosa e aumentando a complexidade investigativa.

Também foi constatado que os suspeitos utilizavam perfis falsos em redes sociais, com identidades femininas fictícias, utilizados para divulgação dos conteúdos ilícitos, contato com compradores e simulação de legitimidade. O Facebook era a principal plataforma utilizada pelo grupo.

As investigações apontam que os envolvidos atuavam de forma minimamente organizada, com produção sistemática de conteúdo pornográfico ilícito, compartilhamento de ferramentas tecnológicas, divisão de tarefas e planejamento financeiro.

No estado de Rondônia, a operação teve como alvo um homem de 20 anos, investigado por participação nos fatos apurados. O mandado de busca e apreensão contra ele foi cumprido pela equipe de Juína, com apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cacoal (RO), após levantamento do Núcleo de Inteligência (NI) do Núcleo de Inteligência da Delegacia de Cacoal.

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Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes previstos no Art. 241-C da Lei nº 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente), além de outros delitos eventualmente identificados no decorrer das investigações.

“A Operação Máxima Proteção reforça o compromisso da Polícia Civil com a proteção integral de crianças e adolescentes e destaca a importância da conscientização sobre os riscos e consequências do uso criminoso de ferramentas de manipulação digital”, afirmou o delegado Jean Andrade Araújo.

Fonte: Governo MT – MT

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