MATO GROSSO

SES realiza captação de múltiplos órgãos no Hospital Regional de Sinop

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A Central Estadual de Transplantes (CET), unidade administrada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), realizou, nesta sexta-feira (21.11), no município de Sinop, a 15ª captação de múltiplos órgãos de Mato Grosso de 2025.

O procedimento, feito no Hospital Regional de Sinop das 9h59 às 12h51, captou fígado e as duas córneas. Três pacientes que aguardam por um transplante serão contemplados.

“Cada captação de múltiplos órgãos em Mato Grosso precisa ser amplamente comemorada porque vai salvar a vida de pessoas que dependem da solidariedade de uma família que perdeu uma pessoa amada e aceitou realizar a doação de órgãos”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

Além da Central Estadual de Transplantes (CET), também participaram da captação o Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e o Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAer). A equipe captadora é exclusiva de Mato Grosso pela segunda vez consecutiva: do Hospital São Mateus e do Banco de Olhos de Cuiabá.

A secretária adjunta do Complexo Regulador da SES, Fabiana Bardi, enfatiza a importância do trabalho realizado pela Secretaria para a capacitação dos profissionais das unidades captadoras para a conscientização da população mato-grossense e para a celeridade do processo.

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“A Central tem sido muito eficiente e já conseguimos ultrapassar as 13 captações de múltiplos órgãos feitas no ano passado, para que cada vez mais transplantes sejam realizados e salvem vidas”, informou a secretária.

Conforme a coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Anita Ricarda da Silva, já foram captados 33 órgãos em Mato Grosso neste ano.

“Nas 15 captações de 2025, são 22 rins, dez fígados e um coração. Também foram captadas 540 córneas de janeiro a outubro deste ano, que permitiram a realização de 313 transplantes de córnea no mesmo período”, concluiu.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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