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Seplag incentiva uso de tecnologias de georreferenciamento na administração estadual

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A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) reuniu mais de 200 participantes de 28 órgãos, nesta quarta-feira (26), no GeoTech Day 2024, no auditório da Controladoria Geral do Estado (CGE).

O encontro reuniu especialistas e servidores técnicos para discutir o uso de inteligência artificial e geotecnologias em diversas áreas de negócio. Além do mapeamento territorial dos municípios mato-grossenses, as tecnologias permitem o monitoramento urbano, ambiental, saúde pública, transporte e a segurança.

O secretário da Seplag, Basílio Bezerra, destacou o uso dessas ferramentas para a tomada de decisões na administração pública estadual. “O Governo já utiliza esses recursos tecnológicos no planejamento e execução de trabalhos, como é o caso da Sinfra, do Intermat e da Sema”, afirma o titular.

A exemplo disso, a Sinfra criou um mapa de obras utilizando essas tecnologias, e, por meio delas, consegue realizar também o acompanhamento de tráfego, entre outras informações que ficam disponíveis num painel digital.

“Queremos, agora, saber como esses mecanismos podem vir a beneficiar também os demais órgãos e secretarias do Poder Executivo”, pondera o secretário. Segundo ele, as informações obtidas por essas análises tecnológicas colaboram também para a elaboração de indicadores que justificam a criação de políticas públicas.

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O adjunto de Planejamento e Governo Digital, Sandro Brandão, explica que essa abordagem colabora para a desmistificação das tecnologias digitais e os seus elementos no cotidiano do servidor público.

“É um desafio nosso preparar a administração pública para essa nova realidade de estruturar as políticas públicas por meio de tecnologias. E conseguiremos fazer isso com envolvimento das pessoas, experiências práticas e uma boa estratégia. E eventos como o GeoTech Day são fundamentais para atingirmos esses objetivos”.

Dados geoespacializados

“Quando a gente fala em dados geoespaciais, falamos de uma informação que, na verdade, tem três características. Ela é a parte gráfica, ela pode ter dentro dela mesma, na mesma entidade, ter números e letras. A informação tem esses três aspectos”. A coordenadora de cartografia do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Ligia Camargo, é categórica ao explicar o que são dados geoespacializados.

Segundo ela, os dados geoespacializados são as partes visuais do mapa, mas também informações descritivas ou atributos relacionados a esses elementos geográficos. Exemplo disso é o que se pode observar no Portal de Dados Cartográficos de MT. Ele foi desenvolvido pelos próprios servidores públicos e está disponível online para consulta de informações geográficas e de georreferenciamento sobre o Estado.

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Além da coordenadora, o GeoTech Day 2024 contou com a palestra do analista em georreferenciamento da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Daniel Moraes, do diretor da Imagens Geosistemas, Marlos Batista, e do especialista em inteligência artificial da mesma empresa, Diogo Rosaneli. O coordenador de georeferenciamento da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Rondônia, Pablo Mendonça, completou o grupo de palestrantes.

Saiba mais sobre essa ferramenta, acessando a reportagem Portal de Dados Cartográficos disponibiliza à população informações georreferenciadas do território de MT.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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