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Sema fortalece presença regional com novas sedes em Guarantã do Norte e Sinop

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O Governo de Mato Grosso entregou nesta quinta-feira (27), duas novas sedes próprias da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) nos municípios de Guarantã do Norte e Sinop. Com estruturas modernas, as duas unidades atendem a 28 municípios da região norte do Estado.

“Além de representar a melhoria da estrutura para os nossos servidores e para os cidadãos que são atendidos, estas duas inaugurações marcam uma nova etapa da Sema nesses municípios com a ampliação dos serviços e aproximação cada vez maior da sociedade”, ressaltou a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.

Em Guarantã do Norte, a unidade da Sema saiu de um imóvel residencial adaptado para um novo prédio de 339,24 m2, contendo recepção, quatro salas, depósito, espaço de convívio dos servidores, banheiros com acessibilidade e abrigo para animais. A obra foi viabilizada com investimentos na ordem de R$ 1,5 milhão, oriundos do Fundo Amazônia e de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

“A entrega desta obra é a realização de um sonho para nós, servidores públicos, e para toda a população de nossa região. Essa unidade não é só de Guarantã do Norte, ela atende a oito municípios, agora com muito mais conforto e qualidade”, afirmou o diretor da Unidade Desconcentrada da Sema em Guarantã do Norte, Élcio Leite Pereira.

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Em Sinop, o novo prédio da Sema conta com 523,25 m2 e atende a 20 municípios. A unidade também funcionava em imóvel residencial adaptado. A nova sede foi construída com investimentos na ordem de R$ 4 milhões, recursos de compensação ambiental da Usina Hidrelétrica de Sinop.

“As regionais não são mais um cantinho no interior do Estado, hoje sentimos que fazemos parte da Sema. Além da estrutura, temos ferramentas, servidores e estamos preparados para a próxima fase que é trazer mais atividades que são realizadas apenas em Cuiabá para o interior, de forma que possamos atender a população da maneira que ela merece”, ressaltou o diretor da regional de Sinop, Gabriel Conter.

O prefeito de Sinop, Roberto Dorner, destacou a importância da nova sede da Sema em Sinop para o fortalecimento do órgão ambiental no município. Ressaltou também o trabalho que vem sendo realizado pelo Governo do Estado em diversas áreas. “O núcleo desse governo que temos hoje tem olhar clínico para enxergar as necessidades da população. A sociedade tem recebido benefícios em diversos setores”, afirmou.

O deputado estadual Diego Guimarães participou da solenidade realizada em Guarantã do Norte e enfatizou a relevância do trabalho desenvolvido pela Sema. “Não temos como avançar na agricultura, pecuária e na industrialização sem o licenciamento ambiental. O trabalho que a Sema desenvolve é essencial para quem está na ponta. É preciso garantir aos servidores as condições necessárias para que haja celeridade na tramitação dos processos e a população seja bem atendida”.

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“Mais do que a inauguração de um prédio, o ato de hoje representa o fortalecimento de uma instituição fundamental para o crescimento sustentável da região. Mato Grosso é invejado nacionalmente pela capacidade de produção, geramos renda, emprego, mas é fundamental também que encontremos um equilíbrio entre a produção e a proteção ao meio ambiente”, acrescentou o promotor de Justiça em Guarantã do Norte, Marcelo Montavani Mantovanni Beato.

As solenidades de inauguração da Sema nos dois municípios contaram com a participação de representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e de diversos segmentos da sociedade. Entre eles, a vice-prefeita de Guarantã do Norte, Vanda Klement; os prefeitos de Matupá, Bruno Santos Mena, e de Juara, Nei da Farmácia; o promotor de Justiça, Pompílio Paulo Azevedo Neto; e os juízes Guilherme Carlos Kotovicz e Mário Augusto Machado.

Nos dois eventos, mais de 30 pessoas foram homenageadas em agradecimento ao apoio prestado à Sema na execução dos projetos das duas unidades.

Confira as fotos da Unidade Desconcentrada da Sema de Sinop:

Unidade Desconcentrada da Sema de Guarantã do Norte:

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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