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Sema conclui primeira etapa de recuperação de erosões no Mirante de Chapada dos Guimarães

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) concluiu a primeira etapa das obras de recuperação de erosões localizadas no Mirante Monumento Natural Centro Geodésico da América Latina, unidade de conservação de proteção integral do Estado, em Chapada dos Guimarães.

Duas erosões já foram contidas e estabilizadas. A área recuperada será isolada com o objetivo de promover a revegetação por plantio de mudas de plantas nativas para incentivar a regeneração natural do solo.

A coordenadora de Unidade de Conservação da Sema, Ana Paula Santana da Costa, explica que as obras de contenção e estabilização das duas erosões incluíram terraplanagem, construção de bacias para retenção da água da chuva, fixação de biomanta – que se assemelha a um tapete protetor para sementes, preparação e fertilização do solo, fixação de bermalonga, que funciona como uma barreira para evitar a descida da terra, e entre outras medidas.

Ao todo, são investidos R$ 2,6 milhões para recuperação das erosões. Os recursos foram viabilizados por meio de recursos provenientes de Termos de Compromisso de Compensação Ambiental (TCCA) de grandes empreendimentos instalados ou em operação no Estado. Para execução das obras, foi contratada empresa com expertise em recuperação em degradação ambiental por processos avançados de erosão.

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Durante a execução dos serviços, foi realizado serviço de resgate de material paleontológico através de prospecção. Todo o material encontrado está sendo catalogado e depositado no Museu de História Natural, em Cuiabá.

Apesar da entrega do primeiro lote, os serviços de recuperação das demais erosões e obras terão continuidade no mirante. A previsão de conclusão é para o mês de maio.

Contemplação

O Mirante é uma Unidade de Conservação, sendo um dos atrativos turísticos mais visitados do Estado de Mato Grosso, devido à sua exuberante beleza cênica de onde é possível contemplar a biodiversidade do Cerrado, a depressão cuiabana e a borda da planície pantaneira. É reconhecido como patrimônio histórico cultural, paisagístico, geológico, paleontológico e arqueológico, propiciando atividades de turismo, educação, pesquisa e experiências místicas.

A área de 43,6 hectares corresponde a uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, criada pelo Decreto Estadual nº 350, publicado em 24 de janeiro de 2020, com o objetivo de preservar a biodiversidade e as belezas cênicas, caracterizado pela deslumbrante fauna e flora regional e por escarpas de arenito vermelho que oferecem vistas panorâmicas do planalto mato-grossense.

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Os processos erosivos no local se intensificaram na última década e são resultados de uma combinação de fatores naturais e antrópicos que incluem: o uso desordenado com instalação de trilhas irregulares, que resultam em compactação do solo e perda de infiltração da água com aumento significativo de escorrimento superficial, associado a intensos índices de chuvas.

O Mirante de Chapada dos Guimarães está interditado por decisão judicial.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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