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Sejus promove segunda etapa do projeto “Homens em Reconstrução” em unidade prisional de Várzea Grande

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A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT) promoveu, na primeira semana de abril, o segundo encontro do grupo do projeto “Homens em Reconstrução”, no Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande. A ação integra uma iniciativa voltada à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher dentro do sistema prisional.

O projeto conta com o apoio de policiais civis integrantes do grupo “Papo de Homens para Homens”, que desenvolvem atividades de diálogo, reflexão e conscientização com os reeducandos. O público atendido é formado por homens privados de liberdade autores de violência contra a mulher e de feminicídio.

O projeto “Homens em Reconstrução”, que teve início em 2025, com as primeiras reuniões, segue como um projeto piloto da Sejus MT. A proposta é estimular a responsabilização dos participantes e promover mudanças de comportamento, contribuindo para a redução da reincidência e para a construção de novas perspectivas sociais.

De acordo com o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, a iniciativa representa um avanço no trabalho de ressocialização dentro do sistema prisional.

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“Projetos como este são fundamentais porque atuam na raiz do problema, promovendo reflexão e responsabilidade. Nosso objetivo é contribuir para que esses reeducandos compreendam a gravidade dos atos cometidos e possam reconstruir suas trajetórias com mais consciência e respeito”, destacou.

Por se tratar de uma experiência piloto, o projeto tem a perspectiva de ser ampliado futuramente para outras unidades prisionais masculinas do Estado que abrigam o mesmo perfil de público.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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