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Relatório da SES demonstra que Hospital do Câncer realizou apenas 67% do atendimento previsto em 2025

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) prestou esclarecimentos em audiência pública da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta terça-feira (10.3), sobre o contrato com o Hospital de Câncer de Mato Grosso. A reunião da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social tratou sobre o processo de estadualização da oncologia em Mato Grosso.

O secretário adjunto de Atenção e Vigilância à Saúde da SES, Juliano Melo, apresentou um panorama sobre a execução do contrato no ano de 2025 e questionou a capacidade de produção do Hospital de Câncer, porque não cumpre com o contratado. O hospital realizou apenas 67,8% dos procedimentos previstos no ano, um status considerado insatisfatório.

Do valor anual estimado a ser repassado pela Secretaria ao Hospital de Câncer, de R$ 93.979.147,80, o valor efetivamente pago foi de R$ 63.785,911,17, pois o restante dos serviços contratados pelo Estado não foi comprovadamente realizado no período. Além disso, há uma demanda reprimida não atendida.

Segundo o secretário, a sua equipe evoluiu muito no trabalho de monitoramento dos serviços prestados por hospitais contratualizados desde o início da gestão, com um modelo mais automatizado, baseado em sistemas, com controle sobre o que foi executado na véspera no hospital, o que permite realizar o pagamento de forma célere aos prestadores.

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O gestor reconhece os problemas financeiros do hospital, mas ressalta a importância de separar o contrato das dívidas pré-existentes, pois a regra contratual é a mesma para todos os hospitais contratualizados.

“Eu entendo o aspecto da dívida e dos problemas financeiros do Hospital de Câncer de Mato Grosso. O presidente pegou um problema grande com Cuiabá, com um saldo financeiro grande de dívida e processos. Isso reflete-se naturalmente na execução e na operacionalização do dia a dia. No entanto, é preciso dividir o que é deste contrato e o que é tratado como dívida. A regra é a mesma para todos e a gente vem buscando melhorar ela para saná-la e torná-la a melhor executável possível”, afirmou.

O secretário demonstrou o salto no investimento para ampliação do atendimento no hospital na transição de gestão do contrato pelo município de Cuiabá para a SES, com incremento significativo de recursos, aumentando em 80% a capacidade.

Conforme o secretário, a Secretaria está finalizando a realização de um contrato aditivo, a ser assinado em breve, com ajustes de alguns procedimentos realizados pelo hospital, que aumentará o valor mensal de repasse de R$ 3 milhões para R$ 7,8 milhões.

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“Sabemos da importância do serviço para a população e a gente precisa que o atendimento melhore. Para a correção de valores, foi acordado que haverá um reajuste de 8,63% na atualização de valores contratuais para garantir o equilíbrio econômico-financeiro do hospital”, afirmou.

Diante das dificuldades enfrentadas junto ao Hospital de Câncer, a SES trabalha no fortalecimento dos serviços de oncologia e iniciou tratativas com outros prestadores de serviço, para não deixar a população desassistida.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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