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Querência e Juína sediam últimas etapas regionais dos Jogos Escolares e Jogos Estudantis de Mato-grossenses

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As últimas duas etapas regionais da edição 2024 dos Jogos Escolares e Jogos Estudantis de Seleções Mato-grossenses serão realizadas simultaneamente, de sexta (28.06) até a próxima quarta-feira (03.07), nas regiões esportivas Leste e Noroeste. Sediadas em Querência e em Juína, as competições são promovidas pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) em parceria com os municípios-sede.

A abertura oficial da etapa regional Leste será realizada nesta sexta-feira, às 20h30, Ginásio Nilo Perin, em Querência. Na regional Noroeste, a solenidade acontece na mesma data, às 18h30, no ginásio Egnaldo Mendonça, em Juína.

A quase 1 mil km da capital, Querência recebe as competições da região esportiva Leste, que contará com 43 equipes nos Jogos Escolares e outras 58 seleções nos Jogos Estudantis. Serão mais de 1.200 participantes, representando os municípios de Água Boa, Araguaiana, Barra do Garças, Campinápolis, Canarana, Gaúcha do Norte, Nova Xavantina, Novo São Joaquim, Pontal do Araguaia, Querência, Ribeirão Cascalheira, Ribeirãozinho e Torixoréu.

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O município de Juína (750 km de Cuiabá) sedia os Jogos da região esportiva Noroeste, que serão disputados por 92 equipes e seleções, no total. Cerca 1 mil participantes estarão representando os municípios de Aripuanã, Brasnorte, Campo Novo, Castanheira, Colniza, Cotriguaçu, Juara, Juína, Juruena, Novo Horizonte e Porto dos Gaúchos.

Em Querência, as partidas ocorrerão no Ginásio Nilo Perin, no Centro Esportivo Carlos Bezerra, e nas quadras das escolas Alegria do Saber e Militar Tiradentes. Em Juína, os locais de competição são o ginásio municipal e as quadras das escolas estaduais Dr. Arthur Maciel e Militar Tiradentes, e no Colégio São Gonçalo.

Os dois municípios são os últimos a sediar as fases regionais deste ano, completando as 10 regiões esportivas do Estado. As escolas e seleções campeãs em sua respectiva região avançam para as etapas estaduais, que acontecerão em julho.

Nas etapas regionais, os Jogos envolvem as modalidades coletivas de basquetebol, futsal, handebol e voleibol. Para as modalidades individuais, a competições já começam na fase estadual e ocorrerão também em julho.

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Para a realização das competições, que movimentam a comunidade escolar e toda a população dos municípios, a Secel conta também com o apoio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc).

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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