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Projeto Rota Cultural de Cuiabá descentraliza cultura e lazer ao levar atrações ao bairro Pedra 90

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A descentralização da cultura e o fomento à cidadania marcam a quarta etapa da Rota Cultural Cuiabá, que desembarca nesta sexta-feira (27.2), no bairro Pedra 90. O evento, promovido pelo Instituto Realize com patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) via emenda parlamentar, vai transformar a Praça Ana Martinha da Silva em um grande complexo de lazer a céu aberto a partir das 18h, com entrada gratuita.

Com uma estrutura de som, palco e iluminação de excelência, o projeto garante que eventos culturais de porte cheguem aos bairros mais populosos da Capital, valorizando os espaços públicos como ambientes seguros de convivência familiar.


A etapa do Pedra 90 reserva um momento de destaque para a comunidade, antes da atração musical principal, o palco vai ser tomado por crianças e adolescentes do projeto “Jovens em Ação”, que subirão ao palco para apresentações culturais e esportivas. A iniciativa visa dar visibilidade ao talento local e fortalecer a autoestima da juventude periférica.

Conforme o presidente do Instituto Realize, Marcelo Carvalho, a chegada da Rota Cultural ao Pedra 90 tem um peso estratégico e simbólico. “O Pedra 90 é uma verdadeira cidade dentro de Cuiabá, com uma força criativa e comunitária impressionante. Trazer a estrutura da Rota Cultural para a Praça Ana Martinha da Silva é um ato de reconhecimento da grandeza dessa região. Nosso compromisso, enquanto organização da sociedade civil, é democratizar o acesso ao lazer, provando que é possível unir entretenimento, desenvolvimento social e geração de renda no mesmo espaço”, destaca.

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A grande atração da noite vai ser a apresentação da Banda Ellus Evolution, reconhecida por arrastar multidões com o autêntico lambadão e ritmos regionais. Além do entretenimento no palco, a Rota Cultural Cuiabá atua no fomento ao empreendedorismo local. O evento vai contar com Feira Gastronômica e de Artesanato, um espaço voltado para que os comerciantes da região ganhem renda. Para garantir o conforto das famílias, haverá também um espaço kids gratuito, com parquinho e brinquedos liberados para as crianças.

Após a edição no Pedra 90, a Rota Cultural Cuiabá atende mais dois bairros, Sol Nascente (Etapa 5), em 13 de março, e Residencial Itapajé (Etapa 6), em 27 de março.

Serviço
O que: 4ª Etapa da Rota Cultural Cuiabá.
Quando: Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2026
Horário: 18h
Onde: Praça Ana Martinha da Silva (Bairro Pedra 90, Cuiabá – MT)
Acesso: Entrada Franca (Livre para todos os públicos)
Atrações: Banda Ellus Evolution e apresentações do Projeto Jovens em Ação
Estrutura no local: Show ao vivo, Espaço Kids Gratuito (parquinho) e Praça de Alimentação (Feira Gastronômica e Artesanato)

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Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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