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Projeto de identificação infantil da Politec é finalista em prêmio nacional de inovações públicas

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A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) é finalista do prêmio nacional de inovações pública, na 5ª edição do prêmio Conexão Inova. A instituição concorre na categoria de projetos concluídos em serviços públicos, na área de Projetos de Inovação para Pessoas ou Organizações Públicas, com o projeto “Identifica Pequeno Cidadão”.

Os ganhadores serão definidos por meio de voto popular, que será definido pelo maior número de reações à publicação do projeto na rede social Linkedin.

Os vencedores serão anunciados durante o evento Convergência 2025, entre os dias 02 a 04 de junho, em Belo Horizonte/MG.

O projeto foi lançado em 2021, e desenvolvido pelos papiloscopistas da Politec: Aílton Silva Machado, Angela Quatti Nogarol, Daiany Caroliny Garcia Mamoré Segura, Gislene da Silva Ribeiro Dias e Letícia Rodrigues Mesquita.

A iniciativa tem como objetivo solucionar os desafios relacionados à emissão de RGs para crianças de 0 a 5 anos. O projeto foi motivado pelas dificuldades no processo de coleta biométrica de impressões digitais de crianças dessa faixa etária, devido ao tamanho reduzido das impressões e ao movimento involuntário das crianças, o que dificultava a captura e gerava demora ou falhas na coleta. Em resposta, foi pesquisada uma tecnologia especializada que permite capturar as impressões digitais de maneira mais rápida e precisa.

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Após a realização de prova de conceito de equipamentos de captura biométrica infantil, doação de equipamentos específicos e a criação de espaços dedicados para atender crianças, o projeto transformou a emissão do RG infantil, tornando o processo mais eficiente e seguro. Inicialmente implementado no posto conveniado da Assembleia Legislativa do Estado, o projeto foi expandido gradualmente para outros postos de atendimento.

Atualmente, o espaço infantil já está presente em todas as unidades do Ganha Tempo, localizadas em Cuiabá (duas unidades), Várzea Grande, Barra do Garças, Cáceres, Rondonópolis, Sinop, bem como no posto de atendimento da Diretoria Metropolitana de Identificação Técnica.

Adicionalmente, os leitores infantis foram encaminhados para as unidades da Politec de Alta Floresta, Água Boa, Confresa, Juína, Primavera do Leste, Pontes e Lacerda, Nova Mutum e Tangará da Serra.

O projeto da Politec concorre com outros quatro, desenvolvidos por servidores públicos dos estados do Espírito Santo, Goiás, Paraíba, Rio de Janeiro.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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