MATO GROSSO

Projeto busca eliminar os desafios silenciosos do turismo de observação de onças no Pantanal

Publicado em

Passar horas navegando pelo rio Cuiabá, cercado por mata preservada e com grandes chances de avistar a onça-pintada no habitat natural, é o sonho de turistas do mundo inteiro. O que poucos imaginam é que, no meio dessa experiência considerada uma das mais impressionantes do ecoturismo global, surge um problema nada glamouroso: não há banheiro.

No Parque Estadual Encontro das Águas, entre Poconé e Barão de Melgaço, os passeios de observação de onças podem durar quatro ou cinco horas seguidas. As embarcações são pequenas e não possuem sanitários. Quando a necessidade fisiológica aparece, a alternativa é improvisar em barrancos ou pequenas praias às margens do rio, justamente na região com a maior concentração de onças-pintadas do planeta, ou seja, o momento da necessidade fisiológica pode virar risco de um ataque.

Para resolver esse constrangimento, o Conselho Estadual de Desenvolvimento do Turismo aprovou um projeto para instalação de banheiro flutuante na área, proposta apresentada pela Instância de Governança Regional do Pantanal (IGR Pantanal MT), que representa municípios e o trade turístico da região pantaneira.

Leia Também:  "Agora o terreno é realmente nosso", comemora morador de Juína em entrega de 1.500 escrituras definitivas

A demanda surgiu dos próprios operadores, que convivem diariamente com o problema e com o desconforto dos visitantes, muitos deles estrangeiros e com idade acima de 60 anos. Ao defender a proposta, o representante da IGR Pantanal, José Marcos Vargas, explica que a situação deixou de ser pontual para se tornar estrutural.

“Estamos falando de uma região onde o turista pode passar horas embarcado. Quando surge a necessidade, não há alternativa segura. Essa é uma solução prática para um problema real que o trade já vinha relatando há anos”, afirmou.

Proprietária de uma pousada e de uma empresa de turismo de observação de fauna, a empresária Lisa Canavarros afirma que o crescimento do safári de onças transformou a situação em algo urgente. Ela destaca que a região é reconhecida internacionalmente como o maior ponto de observação de onça-pintada do mundo e que o fluxo de visitantes aumenta a cada temporada.

“Nós estamos numa região com alta presença de onças. É a chamada Jaguar Land. A pessoa precisa verificar se não há animal por perto para simplesmente poder usar o banheiro. Não é compatível com o nível de destino internacional que o Pantanal alcançou”, disse.

Leia Também:  Inscrições para seletivo de brigadistas temporários terminam neste sábado (20)

O projeto aprovado prevê um sanitário flutuante com sistema ecológico de tratamento de efluentes, estrutura para banheiros femininos e masculinos, pias externas e funcionamento com energia solar. A proposta inclui elaboração técnica, licenciamento ambiental e construção da estrutura em modelo compatível com as exigências ambientais da região.

O investimento estimado é de cerca de R$ 285 mil. Por se tratar de um projeto piloto, a intenção é testar a operação e, se necessário, replicar o modelo em outros pontos estratégicos do rio, acompanhando o crescimento do fluxo turístico.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Maria Letícia, afirma que a iniciativa dialoga diretamente com o posicionamento internacional do destino. Ela ressalta que Mato Grosso vem investindo na promoção do safári pantaneiro no exterior e que a infraestrutura mínima e ambientalmente adequada é parte da consolidação do Pantanal como destino competitivo no cenário global.

“Estamos promovendo o Pantanal para o mundo. Garantir conforto e segurança ao visitante também é fortalecer a imagem do estado como referência em ecoturismo responsável”, declarou.

Fonte: Governo MT – MT

Advertisement

MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

Published

on

O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

Leia Também:  Setasc promove 1º Encontro de Fibromiálgicos de MT e fortalece debate sobre acolhimento e políticas públicas

Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

Leia Também:  Plataforma elevada móvel do Vigia Mais MT reforça segurança na 23ª Expoverde com câmeras

Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA