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Programa Vigia Mais MT auxiliou na recuperação de 244 veículos; prejuízo ao crime foi de R$ 10 milhões

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O programa Vigia Mais MT, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), auxiliou na recuperação de 244 veículos, entre motocicletas, carros, caminhonetes e caminhões, em Mato Grosso desde seu lançamento, em 2023, até dezembro de 2024. Neste período, foram retirados das mãos de bandidos e devolvidos à sociedade mais de R$ 10 milhões em bens recuperados.

Em seu primeiro ano, a tecnologia auxiliou na recuperação de 110 veículos, resultando em um prejuízo estimado ao crime de R$ 2,6 milhões. Já em 2024, foram recuperados 134 veículos, com prejuízo ao crime avaliado em R$ 7,5 milhões. Os valores foram calculados com base na tabela Fipe de cada modelo.

O programa utiliza câmeras de alta resolução com alcance de até 2,5 quilômetros. São três tipos de equipamentos: speed domes, fixas e OCR (Reconhecimento Óptico de Caracteres). As câmeras OCR, em especial, possuem a capacidade de ler placas de veículos e analisar caracteres, proporcionando uma ferramenta avançada de monitoramento e análise de dados.

Quando um veículo roubado ou furtado é identificado por uma dessas câmeras, um alerta imediato é enviado ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). A partir disso, o Ciosp inicia o acompanhamento do veículo e mobiliza uma viatura da Polícia Militar para realizar as buscas.

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O superintendente do Ciosp, tenente coronel PM Wangles dos Santos, enfatiza que a tecnologia do Vigia Mais MT fortalece o trabalho dos policiais em campo, auxiliando no combate ao crime e na recuperação de veículos furtados e roubados.

“O programa é um importante aliado para os policiais que estão nas ruas. Por meio do Vigia Mais MT, a Secretaria de Segurança Pública promove um trabalho conjunto entre os operadores do Ciosp, as câmeras de monitoramento e o policiamento cotidiano, que atua nas ruas 24 horas por dia. Os resultados que temos é positivo. A tecnologia tem ajudado a recuperar veículos, realizar prisões, e devolver bens aos seus proprietários”, enfatiza o superintendente.

Uma das apreensões ocorreu em outubro deste ano, ocasião em que o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) recuperou uma caminhonete Toyota Hilux furtada no bairro Quilombo, em Cuiabá. A localização foi possível após câmeras do programa Vigia Mais MT registrarem o trajeto do veículo durante a fuga.

O furto ocorreu na noite do dia 17 quando o proprietário estacionou o veículo próximo a um restaurante na avenida Filinto Muller. Ao retornar minutos depois, a caminhonete já havia sido levada. Imediatamente, as forças de segurança foram acionadas via Ciosp, que passou a monitorar as câmeras do programa e identificaram que a Hilux havia se dirigido à região do Sucuri. Na manhã seguinte, dia 18, o Ciopaer foi acionado pelo Ciosp para dar auxílio nas buscas e localizou a caminhonete abandonada.

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Em Cuiabá, já estão em funcionamento 1.800 câmeras instaladas em pontos estratégicos, com o objetivo de combater a criminalidade e reduzir os índices de violência na capital.

O programa

Lançamento em março de 2023 pelo governador Mauro Mendes e o secretário de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, o Vigia Mais MT é um programa do Governo de Mato Grosso que integra tecnologia às ações de segurança pública.

Com investimento de R$ 30 milhões, a iniciativa prevê a instalação de 15 mil câmeras em todos os 142 municípios do estado, além de possibilitar a parceria com entes públicos e privados interessados em colaborar no monitoramento de ruas, avenidas, praças e outros espaços de interesse coletivo.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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