Nesta sexta-feira (08/03), data da celebração do Dia Internacional da Mulher, a primeira-dama de MT, Virginia Mendes, acompanhada do governador Mauro Mendes, participou do seminário “Violência Doméstica na perspectiva de gênero e políticas públicas”. O evento aconteceu na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, no teatro Cerrado Zulmira Canavarros, e contou com a palestra do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e da ministra do Tribunal Superior do Trabalho, Morgana de Almeida Richa.
Idealizadora do programa SER Família Mulher, com a finalidade de amparar mulheres vítimas de violência doméstica em situação de vulnerabilidade financeira, com auxílio-moradia de R$ 600, modelo que serviu de exemplo para a lei federal de auxílio-aluguel, Virginia Mendes ressaltou que a data é motivo de reflexão.
“Esse é um evento válido e que deve acontecer em qualquer época do ano, pois a luta das mulheres é diária. Todos os dias precisamos lembrar que merecemos nosso lugar na sociedade e respeito, que temos direito de escolha, que temos opinião”, pontuou.
A primeira-dama do Estado também foi chave fundamental para a criação da Coordenadoria de Enfrentamento à Violência contra Mulheres e Vulneráveis da Polícia Judiciária Civil (PJC), que implantou o projeto Casa de Euridice e a Superintendência de Políticas Públicas para Mulheres – SER Família Mulher na Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc).
“Todas as medidas que estamos trabalhando têm a finalidade de aproximar as mulheres que sofrem violência de uma realidade de superação, esperança e respeito. Com todo esse atendimento, elas têm acesso a uma rede de apoio com toda a estrutura necessária para mudar suas vidas, com acesso a cursos de capacitação, atendimento psicossocial, jurídico, enfim, tudo que elas precisam para resgatar a dignidade e o respeito que merecem”.
O governador Mauro Mendes destacou a importância de comemorar a data e não esquecer das ações em prol das mulheres. “A primeira-dama Virginia Mendes e a área de Assistência Social têm feito um trabalho brilhante nessa área, com apoio às mulheres vítimas de violência, criando situações e mecanismos para combater essa violência. Não podemos esquecer a nossa responsabilidade; a data deve ser de reflexão”.
O ministro Gilmar Mendes ressaltou a importância da união no debate. “A integração entre os órgãos – Polícia, Judiciário, Ministério Público, enfim, o seminário talvez propicie mais uma chance de diálogo com as instituições”.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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