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Polícia Penal apreende cerca de 2 mil celulares nas unidades prisionais de MT em quatro meses

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A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) realizou 267 operações do programa Tolerância Zero nas unidades prisionais de Mato Grosso, entre 1º de janeiro e 29 de abril deste ano, para remover materiais ilícitos e evitar que outros ingressassem nas celas das 41 prisões do Estado.

Durante as operações, foram apreendidos quase 2 mil celulares, 801 chips, 151 armas artesanais, 803 carregadores e 3.200 porções de entorpecentes.

O balanço foi apresentado pelo secretário de Estado de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, durante entrevista nesta quarta-feira (30.4), à Rádio CBN Cuiabá. O gestor destacou as ações desenvolvidas no primeiro quadrimestre, desde a criação da Sejus em janeiro deste ano, com foco no enfrentamento às facções criminosas e na reestruturação da política penitenciária em Mato Grosso.

“A Polícia Penal e nossos servidores têm atuado com muita dedicação para remover os ilícitos e, de forma simultânea, ajustar procedimentos operacionais internos e implementar equipamentos eletrônicos que reforçam a segurança nas unidades prisionais. O mais importante é que, nas últimas operações, esse aparato empregado tem surtido efeito e temos observado redução, principalmente no número de celulares encontrados”, destacou Vitor Bruzulato.

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Nas revistas, os policiais penais já encontraram celulares escondidos em frascos de produtos de limpeza, dentro de chinelos e, em casos extremos, engolidos por detentos. Em um desses casos, o interno precisou ser submetido a cirurgia após passar mal.

“O planejamento operacional da secretaria está fechando o cerco para essas ações criminosas. Temos policiais penais bastante preparados para atuar nessa segurança, contribuindo diretamente para a redução da criminalidade e proteção da sociedade mato-grossense”, acrescentou o secretário de Justiça.

Apreensões de drones

Outra tentativa de burlar a segurança e ingressar com celulares e drogas são os drones. O trabalho da Polícia Penal para evitar essa prática ilícita na Penitenciária de Rondonópolis foi ressaltado pelo secretário Vitor Hugo durante a entrevista.

Entre 2021 e o início de 2025, quase 700 celulares foram apreendidos após serem lançados por drones nessa unidade prisional. Já o número de drones abatidos durante as tentativas de ingressar na penitenciária é de 230 aparelhos nos últimos quatro anos.

“Os criminosos tentam ingressar com celulares e drogas de todas as formas. Em Rondonópolis, a vigilância constante de vigilância tem evitado que os objetos ilícitos cheguem aos presos”, apontou o secretário.

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Ampliação de vagas

Nos últimos anos, o Governo do Estado ampliou a capacidade de vagas nas unidades prisionais e socioeducativas de Mato Grosso, com a construção de novas estruturas.

No Sistema Socioeducativo, voltado para adolescentes em cumprimento de medidas, houve um aumento de 50% na capacidade com a construção de novas unidades em Barra do Garças, Rondonópolis e Sinop. Em Cuiabá, os centros de atendimento estão em processo de ampliação, passando de 68 para 110 vagas masculinas e de 12 para 20 femininas.

“O Estado avançou muito na ampliação de vagas no Socioeducativo, dobrando o número de vagas nas unidades já existentes. Neste ano, vamos construir as unidades de Cáceres e Tangará da Serra. Temos hoje sobra de vagas, uma realidade que é diferente de outros estados do país”, informou, acrescentando que as novas estruturas propiciam melhores condições a quem necessita cumprir a medida e também aos servidores.

No caso do Sistema Penitenciário, o número de vagas nas 41 unidades prisionais saiu de pouco mais de 6 mil, há quatro anos, para mais de 13 mil vagas.

Fonte: Governo MT – MT

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Os R$ 600 mil do deputado Sebastião Rezende para a Unemat ainda precisam ser comprovados

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Deputado afirma ter repassado R$ 600 mil para o curso de Arquitetura e Urbanismo, mas NOB citada para comprovar a transferência não foi apresentada.

A implantação de uma turma especial de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) em Rondonópolis foi anunciada com previsão de R$ 1,2 milhão. A proposta previa R$ 600 mil destinados pelo deputado estadual Sebastião Rezende e outros R$ 600 mil pela Prefeitura.

Sebastião Rezende afirma que os R$ 600 mil foram repassados e depositados na conta da Prefeitura. Segundo ele, uma Nota de Ordem Bancária (NOB) comprova a transferência. A NOB não foi apresentada publicamente.

Os outros R$ 600 mil também não têm, até o momento, um documento público que estabeleça a obrigação da Prefeitura.

A proposta foi discutida entre o deputado Sebastião Rezende e o então ex prefeito José Carlos do Pátio. O combinado era que o deputado destinaria R$ 600 mil e a Prefeitura colocaria outros R$ 600 mil.

A reportagem investigou e não foi encontrado pela Prefeitura qualquer documento assinado pela gestão anterior. O acordo entre os dois, porém, foi apenas verbal. Não foi apresentado convênio, termo ou outro documento da gestão anterior que determine o pagamento dos R$ 600 mil pelo município.

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Sem esse registro, não há documento que obrigue a atual administração a cumprir o acordo feito entre o deputado e o ex-prefeito.

A estimativa inicial de R$ 1,2 milhão também não representa necessariamente o custo atual do projeto. A implantação de um curso de Arquitetura e Urbanismo envolve despesas como equipamentos e outras necessidades da universidade. O valor atualizado precisa ser informado pela Unemat.

No caso do recurso atribuído do Sebastião Rezende, falta a apresentação da NOB citada pelo deputado. No caso da contrapartida municipal, falta um documento que comprove que a Prefeitura tenha que assumir formalmente o pagamento.

A apresentação desses documentos permitirá verificar quanto foi repassado, quando o dinheiro chegou aos cofres municipais e se existe uma obrigação financeira deixada pela administração de José Carlos do Pátio para a atual gestão.

Essas ações não significam que a Prefeitura tenha assumido o compromisso de R$ 600 mil discutido na gestão anterior.O prefeito Cláudio já disse publicamente que entregaria por meio do doação o prédio para a Unemat no entanto a instituição não se manifestou, fazendo que o núcleo passa-se de 7 cursos para apenas 2, impactanto o acesso dos estudantes da região ao ensino superior gratuito.

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Fonte: Política

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