Um suspeito de comercializar entorpecentes em Cuiabá e integrar uma facção criminosa exercendo a função de “disciplina” foi preso pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), nesta sexta-feira (05.07).
A ação, realizada para cumprimento de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar, faz parte da Operação “Zona Quente”, que visa mapear e desarticular pontos de tráfico na região metropolitana da Capital.
Além da prisão por força do mandado, o homem de 25 anos foi autuado em flagrante por tráfico de drogas, desobediência e direção perigosa de veículo na via pública. Com ele foram apreendidas porções de maconha, Skank e cocaína, cerca de R$ 7,3 mil em dinheiro e um veículo VW Fox.
Na manhã desta sexta-feira (05), os policiais civis foram até o endereço do investigado no bairro Jardim Brasil, para cumprir as ordens judiciais. Ao chegar no imóvel não foi visualizado o carro do suspeito, razão pela qual a equipe passou a fazer rondas na região.
Passado certo tempo, os investigadores conseguiram avistar o procurado conduzindo seu automóvel nas proximidades de sua residência, sendo então usado o giroflex e sinais sonoros da viatura para que o mesmo parasse.
O condutor do VW Fox não respeitou os sinais de abordagem e fugiu do local. O suspeito passou a ser acompanhado pela equipe e só parou o veículo depois de colidir em uma rotatória.
Durante a abordagem foi verificado que o suspeito estava embriagado e fazia uso de tornozeleira eletrônica, mas o equipamento estava desligado. Na bermuda do jovem foi encontrada uma porção de Skank e R$ 1,3 mil em dinheiro.
Em seguida a equipe da DRE foi até o endereço do suspeito, e acompanhada da mãe dele, fizeram buscas na imóvel, onde apreenderam mais porções de maconha, Skank, cocaína e a quantia de R$ 6 mil.
Diante do flagrante e em cumprimento a prisão preventiva, o investigado foi conduzido para DRE, onde foi interrogado pelo delegado André Rigonato. Após a confecção dos autos, o preso foi colocado à disposição da Justiça.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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