A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos e Divisão de Homicídios de Tangará da Serra, fez a prisão preventiva, na segunda-feira (18.11), do segundo envolvido no crime de roubo seguido de morte, que vitimou o professor Carlos de Souza Pedrosa no último mês de agosto no município.
O suspeito, que estava com mandado de prisão decretado pelo crime e era considerado foragido da Justiça, foi localizado no município de Flexeiras, no Estado de Alagoas, onde teve a ordem judicial cumprida.
Os trabalhos que resultaram na prisão do foragido contaram com apoio da Diretoria da Polícia Civil e da Delegacia Regional de Tangará da Serra.
As investigações conduzidas pelas equipes da DHPP e da Derf de Tangará da Serra iniciaram após o desaparecimento do professor. Durante as investigações, foi identificado que os dois suspeitos, que estavam hospedados na casa do professor, mataram a vítima no dia 05 de agosto com objetivo de ficar com os seus bens.
No dia 26 de agosto, o primeiro suspeito foi preso e apontou onde estava o corpo da vítima, que foi ocultado dentro de um freezer e deixado em uma região de mata no município.
Com avanço das investigações, foi possível identificar que o segundo suspeito havia foragido para o Estado de Alagoas, onde estava escondido na casa de familiares.
Com a identificação do paradeiro do foragido, os policiais civis da Tangará da Serra deslocaram até o estado de Alagoas, onde localizaram o suspeito e deram cumprimento ao mandado de prisão. Com ele, os policiais encontraram um chip de celular pertencente à vítima.
Após ter a ordem de prisão cumprida, o investigado foi interrogado e confessou a participação no crime, dizendo que ele e o seu comparsa arquitetaram para matar a vítima, simplesmente para ficar com os móveis da casa e outros bens de valor do professor.
Com a definição da autoria, as investigações foram concluídas e o inquérito policial encaminhado para o Poder Judiciário e Ministério Público para as providências cabíveis.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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