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Polícia Civil prende homem por posse irregular de armas de fogo e maus-tratos a bezerros

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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu em flagrante, na manhã desta quinta-feira (29.1), um homem, de 39 anos, pelos crimes de posse irregular de arma de fogo de uso permitido e maus-tratos a animais, em uma propriedade rural localizada às margens da MT-020, na zona rural de Canarana.

A ação teve início após a Polícia Civil receber denúncias indicando a existência de bezerros mantidos em condições inadequadas, sem acesso regular a água e a alimentação, além da possível posse irregular de armas de fogo no local. Diante das informações, investigadores da Delegacia de Canarana se deslocaram até a propriedade para averiguação.

Durante as buscas, foi constatada uma situação compatível com maus-tratos a animais, posteriormente confirmada por laudo técnico elaborado por um médico veterinário, que apontou que quatro bezerros permaneceram por período prolongado sem água e alimentação, fechados no pasto em situação degradante. Alguns deles, inclusive, vieram a óbito.

No decorrer da verificação no imóvel, os policiais localizaram duas armas de fogo e uma arma de pressão, que se encontravam guardadas no quarto utilizado pelo morador da residência. Não foi apresentada qualquer documentação legal que autorizasse a posse do armamento.

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Diante dos fatos, o homem recebeu voz de prisão em flagrante. A condução ocorreu sem a necessidade do uso de algemas, uma vez que o preso colaborou com a equipe durante toda a ação, sendo encaminhado à Delegacia de Canarana para os procedimentos legais.

“A Polícia Civil atua de forma firme no combate aos crimes ambientais e à posse irregular de armas de fogo, destacando a importância das denúncias da população para a rápida resposta das forças de segurança e para a proteção da vida, do meio ambiente e da ordem pública”, afirmou o delegado Diogo Jobane Neto.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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