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Polícia Civil prende em flagrante oito suspeitos por tráfico e apreende entorpecentes e cestas básicas

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Policiais civis prenderam oito pessoas, nesta quinta-feira (29.08), em Juína, envolvidas com a venda de drogas e ligados a uma organização criminosa. Parte dos suspeitos atuava como disciplina de uma organização criminosa, aplicando castigos.

As diligências que resultaram na prisão do grupo iniciaram após a equipe da Delegacia de Juína receber informações do endereço onde os suspeitos estariam reunidos. Após monitoramento do local, os policiais avistaram o momento em que um adolescente saiu da casa e com ele foi encontrado entorpecente.

Diante da evidência de que a casa funcionava como ponto de tráfico, os policiais entraram na residência e localizaram um dos suspeitos, que tentou fugir, mas foi contido. Contra C.G.F., de 21 anos, foi identificado um mandado de prisão definitiva pela 4ª Vara Criminal de Rondonópolis por roubo qualificado, crime pelo qual foi condenado a seis anos de reclusão.

Na casa foram apreendidas diversas porções de entorpecentes e documentos de uma mulher investigada, que saiu de Juara para assumir as funções de disciplina da facção criminosa em Juína.

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Em outro endereço, onde foi preso mais um suspeito, também identificado como membro do grupo criminoso, os policiais civis apreenderam mais entorpecentes e cestas básicas. Os alimentos são usados como forma de assistencialismo da organização criminosa para atrair a população de maior vulnerabilidade social. O suspeito e a esposa estavam na residência e foram detidos em flagrante.

Já no endereço indicado como residência da mulher, suspeita de atuar como disciplina da facção, também foram encontrados entorpecentes. Ela e o irmão foram presos.

Os investigadores identificaram ainda uma vítima da disciplina aplicada pelo grupo criminoso. O jovem ainda apresentava sinais da tortura sofrida, com marcas das agressões pelo corpo. Ele foi ouvido na delegacia e confirmou que suspeitos invadiram sua casa, o amarraram e começaram a agredi-lo para que confessasse ser membro de um grupo rival.

Após as primeiras prisões, os policiais da Delegacia de Juína chegaram a outros endereços, também de integrantes da mesma organização criminosa, no bairro Padre Duílio, usados como ponto de tráfico. Após monitorarem o local, os policiais viram saindo da casa um usuário com entorpecente.

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Com base nas informações já levantadas, os investigadores entraram na casa e flagraram dois suspeitos com uma variedade de entorpecentes.

Enquanto as buscas eram feitas na casa, outro suspeito chegou ao local e tentou fugir ao ver os policiais, mas foi detido após sofrer uma queda. Nos bolsos os agentes encontraram entorpecentes. O suspeito é mais um dos “disciplinas” do grupo, vindo de Cuiabá para auxiliar a organização criminosa.

Os oito suspeitos detidos – seis homens e duas mulheres – foram autuados em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. O delegado Ronaldo Binotti representou pela conversão dos flagrantes e prisão preventiva.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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