Dois criminosos, envolvidos em crimes de tortura e homicídio contra uma mulher a mando de uma facção criminosa, tiveram mandados de prisão cumpridos neste domingo (2.3), em ação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Militar. O corpo da jovem foi localizado nesta segunda-feira (3.3), em uma região de mata, na MT-560, aos fundos do bairro Carolina, em Sorriso.
As ordens de prisão temporária (30 dias) foram decretadas pela Justiça com base em investigações conduzidas pela equipe de policiais da Delegacia de Sorriso para apurar o desaparecimento de Luana Bruineis Gonçalves da Silva, 23 anos, desaparecida desde o dia 27 de fevereiro, quando não foi buscar a filha na escola como fazia rotineiramente.
As prisões integram os trabalhos do programa Tolerância Zero, idealizado pelo Governo do Estado, para combate à atuação das facções criminosas no Estado.
Assim que foi acionada sobre o desaparecimento da jovem, a equipe da Delegacia de Sorriso iniciou as investigações e conseguiu identificar dois possíveis envolvidos no crime. A morte da jovem teria sido decretada por uma facção criminosa em razão da disputa pelo comércio de drogas na região.
Com base nas apurações, o delegado Bruno França representou pelos mandados de prisão temporária dos envolvidos, que foram deferidos pela Justiça e cumpridos no domingo (2). Um dos suspeitos já estava preso e é apontado como mandante da morte da jovem, de dentro do presídio, onde teve o mandado de prisão cumprido.
O segundo envolvido foi localizado pela Polícia Militar, ocasião em que foi preso com mais integrantes do grupo criminoso, em posse de drogas e outros apetrechos relacionados ao tráfico. Ele foi conduzido à Delegacia de Sorriso e interrogado. Ele confessou a autoria do crime e confirmou que a execução da vítima está relacionada à venda de drogas sem autorização da facção.
As investigações seguem em andamento para identificar e prender outros envolvidos no crime.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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