Operações contra crimes cibernéticos, realizadas pela Polícia Civil de Mato Grosso, foram destaque no primeiro dia do Encontro Nacional de Delegacias Cibernéticas do país, em Brasília, nesta terça-feira (26.11). O evento, que reúne representantes das Polícias Civis de todos os Estados, é coordenado pela Polícia Civil do Distrito Federal e Ministério da Justiça.
Em dois dias de programação, os participantes conhecerão estudos de casos sobre investigação cibernética realizados em diversos Estados. Um exemplo é a Operação Código Seguro, conduzida pela Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos, da Polícia Civil mato-grossense.
Os delegados Juliana Palhares e Gustavo Godoy falaram no evento sobre a investigação que identificou os responsáveis por tentativas de acessos indevidos a sistemas policiais utilizando credenciais vazadas. A operação Código Seguro teve duas fases – uma em julho e outra neste mês de novembro.
De acordo com o delegado adjunto da DRCI, Gustavo Godoy, as tentativas de acesso ao sistema da Polícia Civil foram feitas a partir de registros de conexão em três endereços diferentes em cidades dos Estados do Ceará, Paraná e São Paulo.
A delegada titular da DRCI reforçou a importância da operação para a segurança dos sistemas institucionais. “A operação é um marco na proteção dos dados da Polícia Civil e de outras instituições públicas. Continuaremos atuando com rigor para identificar e responsabilizar aqueles que tentam comprometer a integridade dos nossos sistemas”, disse Juliana Palhares.
O evento em Brasília abordará ainda outros trabalhos das instituições bancárias em cooperação com as Polícias Civis, uso de inteligência artificial, programa Escola segura, atuação dos provedores de conteúdo nas requisições policiais e os desafios da investigação cibernética no País.
Com a colaboração da Academia de Polícia (Acadepol), todo o conteúdo apresentado no encontro de Brasília será posteriormente multiplicado às delegacias da Polícia Civil de Mato Grosso.
Deputado afirma ter repassado R$ 600 mil para o curso de Arquitetura e Urbanismo, mas NOB citada para comprovar a transferência não foi apresentada.
A implantação de uma turma especial de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) em Rondonópolis foi anunciada com previsão de R$ 1,2 milhão. A proposta previa R$ 600 mil destinados pelo deputado estadual Sebastião Rezende e outros R$ 600 mil pela Prefeitura.
Sebastião Rezende afirma que os R$ 600 mil foram repassados e depositados na conta da Prefeitura. Segundo ele, uma Nota de Ordem Bancária (NOB) comprova a transferência. A NOB não foi apresentada publicamente.
Os outros R$ 600 mil também não têm, até o momento, um documento público que estabeleça a obrigação da Prefeitura.
A proposta foi discutida entre o deputado Sebastião Rezende e o então ex prefeito José Carlos do Pátio. O combinado era que o deputado destinaria R$ 600 mil e a Prefeitura colocaria outros R$ 600 mil.
A reportagem investigou e não foi encontrado pela Prefeitura qualquer documento assinado pela gestão anterior. O acordo entre os dois, porém, foi apenas verbal. Não foi apresentado convênio, termo ou outro documento da gestão anterior que determine o pagamento dos R$ 600 mil pelo município.
Sem esse registro, não há documento que obrigue a atual administração a cumprir o acordo feito entre o deputado e o ex-prefeito.
A estimativa inicial de R$ 1,2 milhão também não representa necessariamente o custo atual do projeto. A implantação de um curso de Arquitetura e Urbanismo envolve despesas como equipamentos e outras necessidades da universidade. O valor atualizado precisa ser informado pela Unemat.
No caso do recurso atribuído do Sebastião Rezende, falta a apresentação da NOB citada pelo deputado. No caso da contrapartida municipal, falta um documento que comprove que a Prefeitura tenha que assumir formalmente o pagamento.
A apresentação desses documentos permitirá verificar quanto foi repassado, quando o dinheiro chegou aos cofres municipais e se existe uma obrigação financeira deixada pela administração de José Carlos do Pátio para a atual gestão.
Essas ações não significam que a Prefeitura tenha assumido o compromisso de R$ 600 mil discutido na gestão anterior.O prefeito Cláudio já disse publicamente que entregaria por meio do doação o prédio para a Unemat no entanto a instituição não se manifestou, fazendo que o núcleo passa-se de 7 cursos para apenas 2, impactanto o acesso dos estudantes da região ao ensino superior gratuito.
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