MATO GROSSO

Polícia Civil cumpre prisões de três envolvidos em sequestro e morte de adolescente que desapareceu em 2023

Publicado em

Policiais da Delegacia de Primavera do Leste cumpriram nesta semana três mandados de prisão contra os responsáveis pelo sequestro e assassinato de um adolescente, no final do ano passado, cujo corpo não foi localizado até hoje.

Os três criminosos, que já estavam detidos por outros delitos, são investigados pelo sequestro, cárcere privado e homicídio qualificado da jovem Maíza Aparecida Souza Santos, de 14 anos, que sumiu em novembro do ano passado.

O namorado da vítima procurou a Delegacia de Primavera e relatou que sua namorada havia lhe pedido que a levasse até uma avenida na região comercial da cidade para se encontrar com uma pessoa. Chegando ao local, a vítima desceu do veículo do namorado e entrou em um HB20 branco, que saiu rapidamente do local. Depois disso, ela não atendeu mais ao celular e nem fez contato com o namorado e familiares, que moram em Barra do Garças. Na ocasião, o namorado de Maíza chegou a seguir o HB20, mas acabou perdendo o carro de vista.

Leia Também:  Governador de Hainan propõe parceria com MT para intercâmbio de tecnologia e desenvolvimento

A jovem já havia sofrido uma tentativa de homicídio em 2022, quando foi atingida por sete disparos.

Investigação

Inicialmente apurada como desaparecimento, a investigação constatou que Maíza foi vítima do que ficou popularmente conhecido como “tribunal do crime”, por acreditarem que ela integrava uma facção rival.

A partir das características do veículo, as diligências investigativas realizadas pela Divisão de Homicídios chegaram à identificação do veículo e da pessoa que estava na direção do HB20, além de outras duas pessoas que chegaram ao local e conversaram com o motorista antes dele sair com o carro levando a adolescente.

No decorrer da investigação, a Polícia Civil recebeu informações de que a vítima teria sido sequestrada por integrantes de uma facção criminosa, levada até uma região de canoagem no Rio das Mortes, onde foi torturada e morta.

Os policiais civis apuraram que L.S.B., de 27 anos, foi o responsável por atrair a vítima até o ponto onde a levou no HB20. Após sair com ela, ele seguiu até o Rio das Mortes, onde a garota foi morta e enterrada. Na sequência, ficou com o celular da vítima até o início do mês de dezembro.

Leia Também:  Reeducandos participam de cursos profissionalizantes em penitenciária de Sinop

J.V.A.D.S., de 19 anos e W.Y.V.S., de 26 anos, foram identificados como os outros dois envolvidos na execução da adolescente. Um deles estava no regime semiaberto, com tornozeleira, mas o equipamento estava inoperante desde agosto de 2023. Ele é investigado ainda por participação em outro homicídio ocorrido em fevereiro deste ano.

Fonte: Governo MT – MT

Advertisement

MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

Published

on

Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

Leia Também:  Corpo de Bombeiros promove militares e forma alunos da Escola Estadual Dom Pedro II nesta sexta-feira (29)

Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Leia Também:  Polícia Civil prende homem por furto de cartões bancários em Guarantã do Norte

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA