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Polícia Civil cumpre prisão de mandante de homicídios em São José dos Quatro Marcos

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Policiais civis cumpriram, nesta quarta-feira (04.09), em Cáceres, o mandado de prisão de um homem de 51 anos apontado como mandante e executor de quatro homicídios ocorridos no ano passado em São José dos Quatro Marcos. Entre os crimes está o assassinato de uma adolescente de 16 anos.

A prisão de J.R.S. foi realizada por uma equipe da Delegacia Especial de Fronteira em apoio à Delegacia de São José dos Quatro Marcos.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o investigado ordenou dois homicídios consumados e duas tentativas. Ele estava cumprindo prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica devido à debilidade na saúde em processos penais de condenações anteriores pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas.

Entretanto, a Polícia Civil apurou que mesmo assim o criminoso continuou atuando com o tráfico de entorpecentes em Quatro Marcos, o que causou rixa com uma facção criminosa e ele foi jurado de morte, fatos que motivaram os crimes de homicídios ocorridos no ano passado.

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Em fevereiro deste ano, J.R.S. já tinha sido preso por força de mandados de prisão expedidos durante as investigações dos homicídios.

Entre os homicídios ordenados por ele está o da adolescente Silvana Campelo da Silva Teixeira, de 16 anos, morta dentro de sua casa no dia 31 de agosto do ano passado.

Outro crime que apontou J.R.S. como mandante teve como vítima um rapaz de 29 anos. Em 22 de dezembro passado, a vítima foi atingida no pescoço e maxilar, mas conseguiu fugir e pedir socorro. O rapaz foi encaminhado ao Hospital Regional de Cáceres.

Além dos crimes ocorridos em 2023, o mesmo criminoso foi identificado em investigação de 16 anos atrás, conduzida pela Polícia Civil, como o mandante de disparos de pistola semi-automática feitos contra a residência de uma juíza que atuava na Comarca de São José dos Quatro Marcos, em abril de 2008.

O delegado de São José dos Quatro Marcos, Thiago Meira, ressaltou o trabalho meticuloso nas investigações, que reuniu conteúdo probatório demonstrando a autoria dos crimes e subsidiando as ordens de prisão e agradeceu o empenho da Defron e do Ministério Público para a concretização da prisão

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“A equipe da Defron nos auxiliou nessa importante cumprimento, além do Ministério Público, que sempre que provocado e até mesmo por empenho próprio, dentro de suas atribuições legais, emitiu manifestação célere que permitiu chegar à decisão judicial”, pontuou o delegado.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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