Policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis deflagraram, na manhã desta quinta-feira (13.3), a Operação Narco Zero, para cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão contra integrantes de facção criminosa.
A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso, que tem como objetivo desarticular a atuação de facções criminosas, dentro do Programa Tolerância Zero, idealizado pelo Governo do Estado.
Os trabalhos resultaram na prisão em flagrante de dois criminosos envolvidos em crimes de tráfico de drogas, receptação e fraude processual. Além das prisões, foram apreendidos durante a operação aproximadamente R$ 14 mil em espécie, um carro de luxo e uma motocicleta produto de furto.
Durante o cumprimento dos mandados, dois alvos destruíram seus aparelhos celulares na tentativa de impedir o avanço das investigações. A tática é comum entre facções criminosas para dificultar o rastreamento de informações e a identificação de outros envolvidos no esquema ilícito.
Com apoio da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder) e do Gabinete de Apoio à Segurança Pública (Gasp), a operação também realizou a remoção de pichações feitas por facções criminosas.
As pichações, que fazem apologia ao crime com siglas de facções criminosas, estão sendo removidas como forma de retomar o espaço público e reafirmar o compromisso com a segurança.
O delegado Regional de Rondonópolis, Santiago Rozendo Sanches, destacou que a ação de limpeza faz parte da segunda etapa da Operação Interparts, com o objetivo de combater o crime organizado no Estado.
“Em Rondonópolis, a Narco Zero reforça esse compromisso, atingindo diretamente a estrutura financeira de organizações criminosas que atuam na região. A Polícia Civil segue firme no compromisso de reforçar a segurança e garantir a ordem pública para a população de Rondonópolis e de todo o estado”, disse o delegado.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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