A Polícia Militar de Mato Grosso realiza, neste final de semana, a 24ª Corrida Homens do Mato no Quartel do Comando Geral, em Cuiabá. A competição tem como tema a luta contra o feminicídio por meio da campanha “Juntos, somos a voz de quem precisa de ajuda”.
A primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, abraçou a causa e será a madrinha da corrida.
“A Corrida Homens do Mato da Polícia Militar é um dos eventos esportivos mais esperados pela população, pois reúne amigos e familiares. Neste ano, estamos com um tema muito importante que é o combate à violência doméstica, com apoio da nossa primeira-dama, que possui excelentes trabalhos e exitosos na área social em todo estado”, afirmou o comandante-geral da PM, coronel Alexandre Corrêa Mendes.
No sábado (16.11), às 16 horas, ocorrem as provas da categoria kids. Já no domingo (17.11), os adultos competem a partir das 06h50, em trajetos de cinco e dez quilômetros.
Percurso
A largada e chegada será na sede do Quartel do Comando Geral, localizada na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, número 6.135, no CPA I. O percurso de cinco quilômetros seguirá pela avenida, passando pelo Fórum da Capital até o retorno na Avenida Desembargador Milton Figueiredo Ferreira Mendes.
Já o percurso de dez quilômetros seguirá pela avenida, passando pelo Fórum da Capital, Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a sede da Justiça do Trabalho, seguindo pela Avenida Dr. Hélio Ribeiro, Rua G até o Quartel do Comando Geral.
Haverá postos de hidratação e apoio médico a cada 2,5 quilômetros, bem como na chegada e largada da corrida.
Serviço
24ª Corrida Homens do Mato da Polícia Militar de Mato Grosso
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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