Policiais militares do 5º Batalhão prenderam, nesta quarta-feira (28.08), três homens e uma mulher por formação de quadrilha, furto e receptação no município de São José do Povo (a 267 km de Cuiabá).
Com os suspeitos, as equipes apreenderam dois veículos e recuperaram cerca de 150 metros de cabos metálicos de cobre para transmissão de internet.
Durante deflagração da Operação Cerco Total, as equipes realizavam um bloqueio policial na MT-270, quando flagraram dois veículos modelo Gol desviando de forma brusca em direção ao Distrito do Alto Bandeirantes.
Diante do flagrante, as equipes deram início a uma perseguição policial e abordaram o condutor de um dos carros. No veículo, os policiais encontraram diversos metros de fio de cobre para transmissão de internet.
O suspeito alegou que trabalhava para uma empresa, mas não apresentou nenhuma ordem de serviço para o transporte do material. Em seguida, ele confessou que furtou o material em Guiratinga na companhia de outros comparsas.
Durante buscas pela região, os policiais militares localizaram o outro veículo, que estava abandonado em meio a uma região de mata, com vários metros de fios de cobre. Em seguida, um segundo suspeito também foi abordado e detido.
Os policiais militares intensificaram o policiamento por meio de reforço e flagraram um terceiro veículo. No carro, estava um dos envolvidos no furto e sua esposa, que teria ido fazer o resgate do suspeito. Com intuito de despistar os policiais, a mulher estava acompanhada dos filhos de 2 e 3 anos.
Os suspeitos, os veículos e o material apreendido foram levados à delegacia para registro do boletim de ocorrência e demais providências cabíveis.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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