A Polícia Militar prendeu, nesta segunda-feira (16.12), sete homens e apreendeu dois adolescentes envolvidos em roubos de motocicletas e tentativas de latrocínio em Várzea Grande. Na ação, dois veículos foram recuperados e porções de drogas apreendidas com a quadrilha.
Conforme o boletim de ocorrência, a equipe do 25º Batalhão estava em diligências na busca dos suspeitos que teriam roubado duas motocicletas e baleado uma das vítimas em situação distintas ocorridas em Cuiabá e Várzea Grande, na tarde de domingo (15) e manhã de segunda-feira (16), respectivamente.
De acordo com as informações das denúncias, os criminosos utilizavam uma outra motocicleta e renderam as vítimas em estacionamento de supermercado, anunciando o assalto e ainda cometendo tentativa de latrocínio, efetuando disparos de arma de fogo contra as vítimas. O veículo roubado no domingo já havia sido localizado, em uma região de mata.
Motocicleta recuperada no domingo (15)
Por volta de 15h30 de segunda-feira, as equipes policiais receberam informações de que os suspeitos do crime estavam escondidos em uma residência, no bairro Jardim Maringá 3. Os militares foram ao endereço informado e abordaram um suspeito, que estava na frente da casa.
Em seguida, os policiais entraram no imóvel e viram outros cinco suspeitos, que tentaram fugir da casa por rumos opostos. As equipes acompanharam os homens e fizeram a detenção deles. Com o grupo, foram apreendidas porções de drogas e rádios comunicadores.
Questionado pela PM, o primeiro suspeito abordado confirmou ter executado o assalto às vítimas e que os demais suspeitos também fariam parte da quadrilha. O criminoso revelou ainda o endereço de outro comparsa do crime, no bairro Residencial Santa Bárbara.
No segundo local, foram detidos o restante dos suspeitos, que não resistiram à abordagem. Um dos homens afirmou que ele teria sido o responsável por render as vítimas e atirar contra uma delas. O suspeito também disse que a arma seria alugada e que teria devolvido o objeto, sem citar informações sobre o paradeiro da arma.
Em seguida, os policiais se deslocaram até uma região de mata e seguiram a localização indicada pelos criminosos, encontrando uma motocicleta Yamaha Fazer roubada pela manhã.
Diante da situação, os suspeitos foram conduzidos para a Central de Flagrantes para registro da ocorrência e demais providências que o caso requer.
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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