A Operação Lei Seca resultou na prisão de 11 condutores, sendo nove por embriaguez ao volante, durante abordagens realizadas nesta quinta-feira (26.3), na Avenida Carmindo de Campos, bairro Novo Terceiro, em Cuiabá.
Além dos detidos, uma pessoa foi conduzida à delegacia por suspeita de adulteração de veículo, e outra por desacato.
Conforme balanço do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), foram abordados 174 veículos e realizados 177 testes de alcoolemia, que resultaram em 67 Autos de Infração de Trânsito.
Dentre as principais infrações estão: 16 condutores sem habilitação, 13 condutores encontrados sob efeito de álcool, 11 veículos sem registro ou não licenciados e sete recusas ao teste de alcoolemia.
Do total de veículos fiscalizados, 49 foram autuados e 42 removidos, sendo 22 carros e 20 motocicletas.
A Operação Lei Seca é realizada pelo GGI, com apoio do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPMTran), Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran), Corpo de Bombeiros Militar (CBM), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Polícia Penal, Sistema Socioeducativo e Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Cuiabá (Semob).
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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