Operação Lei Seca realizada na madrugada deste domingo (30.06), simultaneamente nos dois sentidos da Avenida Historiador Rubens de Mendonça (do CPA), em Cuiabá, resultou em 14 prisões por embriaguez.
A ação, que ocorreu nos trechos próximos do acesso aos bairros Aclimação e Alvorada, somou 170 testes de alcoolemia. No total, 46 veículos, sendo 38 carros e 8 motocicletas, acabaram sendo removidos.
Ao todo, 143 veículos foram fiscalizados, dos quais 7 eram conduzidos por pessoas sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A fiscalização realizada nesta madrugada é a 63ª edição da Lei Seca levada às ruas da capital mato-grossense este ano pelas forças de segurança pública.
Nela, 60 autuações infracionais foram lavradas por causa da embriaguez e de irregularidades na documentação, condições de segurança, entre outras questões relacionadas aos veículos e seus condutores.
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9503/97), o condutor flagrado dirigindo sob efeito de álcool e outras substâncias psicoativas está sujeito a detenção de seis meses a três anos, multa R$ 2.934,70, pagamento de fiança para responder pelo delito em liberdade, suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor, entre outras implicações.
A operação Lei Seca é coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), por meio do Gabinete de Gestão Integrada (GGI-MT). A ação contou com as equipes do Batalhão de Trânsito (BPMTran), Polícia Militar, Delegacia de Trânsito (Deletran) da Polícia Judiciária Civil, Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros (CBM-MT), Polícia Penal, Sistema Socioeducativo, Polícia Rodoviária Federal e Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob).
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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