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Operação da Polícia Civil desarticula grupo especializado em furto e comércio de módulos de veículos

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A Polícia Civil deflagou na manhã desta quinta-feira (08.08) a Operação Centro de Controle, para desarticulação de um grupo criminoso especializado em crimes de furto, receptação, comercialização de módulos de caminhões, conhecidos como ECU (Unidade de Controle Eletrônico).

Na operação, conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (Derfva), foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão domiciliar em vários endereços associados aos membros do grupo criminoso, e realizadas buscas em dois estabelecimentos comerciais e endereços residenciais dos investigados. As buscas ocorreram nas cidades de Várzea Grande, Cuiabá e Rondonópolis.

Os trabalhos contaram com a participação de diversas equipes táticas e investigativas da Polícia Civil e apoio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que enviou peritos aos locais para acompanhar as buscas.

Investigações e buscas

As investigações iniciaram a partir de um aumento significativo nos casos de furto de módulos eletrônicos de caminhões na região de Várzea Grande e Cuiabá. Os crimes geralmente ocorriam durante a noite, em postos de combustíveis ao longo das rodovias.

Para praticar os furtos, os criminosos usavam técnicas e ferramentas específicas para remover os módulos sem danificar o veículo, demonstrando um alto nível de sofisticação e conhecimento técnico.

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Diversas diligências e operações de inteligência permitiram à polícia mapear a estrutura do grupo criminoso. Foram identificados desde os executores dos furtos até os receptadores e intermediários que facilitavam a venda dos módulos furtados.

A rede criminosa operava principalmente em oficinas especializadas em veículos pesados, onde os módulos eram revendidos a altos preços.

Durante as buscas, foi encontrada uma grande quantidade de módulos eletrônicos, alguns já embalados para comercialização e que agora serão devidamente periciados. Também foi encontrado um cavalo mecânico e outros agregados de caminhões com indícios de adulteração, além aparelhos celulares que serão periciados com a finalidade de avançar na investigação.

Segundo o delegado titular da Derfva, Diego Alex Martimiano da Silva, as apreensões realizadas durante a operação, especialmente a grande quantidade de módulos eletrônicos localizados, fornecerão provas adicionais para fortalecer os casos contra os membros do grupo criminoso. A perícia desses módulos será fundamental para confirmar sua origem e identificar possíveis vínculos entre os furtos.

O delegado ressaltou ainda a importância da operação para desmantelar a rede criminosa e impedir que os criminosos continuem prejudicando proprietários de automóveis, especialmente caminhoneiros que dependem de seus veículos para trabalhar.

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“A operação ‘Centro de Controle’ representa um golpe significativo contra esse grupo, mostrando que a Polícia Civil está atenta e atuante no combate a crimes que afetam diretamente a economia e a segurança de nossa sociedade”, afirmou Martimiano.

A Polícia Civil continuará as investigações para identificar outros possíveis membros do grupo e desmantelar completamente a rede criminosa. A operação “Centro de Controle” reforça o compromisso das forças de segurança em proteger a população e garantir a aplicação da lei.

Nome da operação

A denominação “Centro de Controle” faz analogia ao papel crucial desempenhado pelos ECUs nos veículos modernos. Esses módulos são responsáveis por gerenciar e monitorar diversos sistemas do veículo, desde o motor até os componentes eletrônicos, funcionando, assim, como o “cérebro” do automóvel.

O grupo criminoso identificado pela Polícia Civil furtava esses módulos, que possuem alto valor de mercado, e os comercializava em oficinas e mercados paralelos, gerando lucros vultuosos.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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