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“O cardápio servido na minha escola tem gostinho de comida de mãe”, destaca estudante

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Estudantes da Escola Estadual Pascoal Moreira Cabral, localizada no bairro Recanto dos Pássaros, em Cuiabá, têm elogiado a qualidade do cardápio da alimentação escolar oferecida pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT). Com mais de 1.200 estudantes divididos em 40 turmas, a escola oferece três refeições diárias que são descritas como tendo o sabor da “comida de mãe”.

Rafaela de Jesus, de 16 anos, do 2º ano do ensino médio, é uma das estudantes que elogia o cardápio da alimentação na escola. Convicta, ela contou: “Os pratos servidos na minha escola têm o gostinho de comida de mãe. Vemos que tudo é feito com carinho e isso me deixa muito satisfeita. Além do lanche de entrada, almoço na escola e saio satisfeita quando vou para a empresa onde trabalho no período da tarde”.

A estudante, também do 2º ano, Pamela de Laura Inácio, 16 anos, enfatizou sobre o cardápio diversificado e garante que não fica um dia sem comer. “O sabor da comida das tias da cozinha é excelente e parece que estou comendo em casa”. Ela considera a alimentação escolar importante tanto para manter o corpo ativo quanto para a mente ficar tranquila. “Com fome não dá para estudar, né? ”, brincou.

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“Vemos que tudo é feito com carinho e isso me deixa muito satisfeita”, diz Rafaela de Jesus Crédito: Gabriel Aguiar – Seduc / MT

A opinião das estudantes soa como reconhecimento para a técnica em alimentação escolar, Tânia Martes da Silva, que trabalha há 12 anos na EE Pascoal Moreira Cabral. “Tudo começa com o cardápio diferenciado e selecionado por nutricionistas”, falou, enquanto servia a alimentação principal aos estudantes do período matutino.

Ela completou contando sobre o menu de cada dia, que é elaborado com base em temperos naturais, respeitando os componentes nutricionais e promovendo hábitos alimentares saudáveis aos estudantes. “Esse modelo de alimentação na escola, que é bem melhor do que o de anos atrás, trouxe mais qualidade ao cardápio e facilidade na preparação da comida, acredito”.

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, disse que a alimentação escolar desempenha um papel fundamental na vida de muitos estudantes em situação de vulnerabilidade social, pois garante inclusão social, sendo a única refeição completa e balanceada do dia para muitos deles.

Conforme Alan, nas escolas com três turnos, são oferecidas três refeições diárias, enquanto nas unidades de tempo integral são oferecidas quatro refeições diárias. Nas escolas agrícolas de tempo integral, a alimentação vai à mesa cinco vezes diariamente.

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“Com alimentação variada e de qualidade, nossos estudantes se desenvolvem melhor, além de apresentarem melhor aprendizagem e rendimento escolar”, explicou.

Segundo ele, o investimento do Governo de Mato Grosso na alimentação escolar demonstra o compromisso com a educação e o bem-estar dos estudantes, proporcionando refeições balanceadas e mais saborosas.

O Estado investirá em torno de R$ 160 milhões na alimentação escolar para o ano letivo de 2024 nas 647 escolas da rede. No ano passado, o investimento foi de R$ 150,5 milhões. “Tivemos um aumento de recursos da ordem de R$ 9,5 milhões para este ano”, finaliza o secretário.

EducAção 10 Anos

A política Alimentação Escolar é uma das 30 políticas educacionais desenvolvidas pela Seduc, que compõem o Plano de EducAção 10 anos. O objetivo do plano é posicionar a Rede Estadual de Ensino entre as mais bem avaliadas do país até 2032.

O plano de alimentação dos mais de 320 mil estudantes das 647 escolas da rede estadual inclui cardápios elaborados por nutricionistas, universalização do atendimento, educação alimentar e nutricional, e apoio à agricultura familiar.



Com mais de 1.200 estudantes divididos em 40 turmas, a escola oferece três refeições diárias Crédito: Michel Alvim – Secom / MT

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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