O Mato Grosso Previdência (MTPrev) realizará, no dia 18 de março (terça-feira), às 14h, a palestra “Educação Financeira para Aposentados e Pensionistas”. O evento acontecerá de forma presencial, no auditório Governador Ponce de Arruda, localizado no Palácio Paiaguás, em Cuiabá.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas diretamente no site do MTPrev (clique aqui). As vagas são limitadas e destinadas aos aposentados e pensionistas de todos os Poderes e Órgãos Autônomos estaduais (Executivo, Judiciário, Legislativo, Tribunal de Contas, Defensoria Pública e Ministério Público).
Ministrada pelo Estrategista de Investimentos do banco Santander, Marcelo Stavale, a palestra abordará de forma simples e descomplicada conceitos essenciais de orçamento doméstico, planejamento financeiro, investimentos, endividamento e prevenção a fraudes.
A ação faz parte do projeto de Educação Previdenciária desenvolvido pelo MTPrev, cujo objetivo é proporcionar aos aposentados e pensionistas conhecimentos que possam contribuir para uma gestão financeira mais eficaz e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida para seus segurados.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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