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Mato Grosso tem mais de 4,3 mil alunos em Escolas Estaduais de Tempo Integral voltadas ao esporte

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Mato Grosso conta atualmente com 4.308 estudantes matriculados em 14 Escolas Estaduais de Tempo Integral vocacionadas ao esporte, distribuídas em diferentes regiões do estado. Nessas unidades, a proposta pedagógica alia formação acadêmica e prática esportiva como parte do desenvolvimento integral dos alunos.

As escolas funcionam em jornada ampliada, com nove horas diárias de atividades. Os estudantes iniciam a rotina às 7h e permanecem na unidade até as 16h, com uma hora destinada ao almoço. Ao longo do dia, também são oferecidas três refeições, garantindo suporte alimentar e melhor aproveitamento das atividades pedagógicas.

O modelo de ensino busca promover o desenvolvimento dos estudantes em múltiplas dimensões — física, cognitiva, social, emocional e cultural. Nas unidades vocacionadas, o tempo ampliado é utilizado para potencializar habilidades específicas, com destaque para a prática esportiva.

A matriz curricular dessas escolas é organizada em Base Comum e Base Diversificada. A Base Comum contempla disciplinas como Língua Portuguesa, Matemática, História e Geografia. Já a Base Diversificada inclui componentes como Projeto de Vida, Tutoria, Eletivas e Prática Esportiva, em que os alunos desenvolvem habilidades em diferentes modalidades.

Entre os esportes ofertados estão futsal, handebol, basquete, voleibol, ginástica rítmica, judô, tênis de mesa, xadrez, atletismo, badminton e natação. As atividades priorizam a experimentação, a vivência e o aprendizado das modalidades, reforçando o esporte como ferramenta de formação e não apenas de competição.

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Para a estudante Ana Júlia Policarpo, 13 anos, do 8º ano da Escola Estadual Governador José Fragelli, em Cuiabá, o atletismo tem impacto direto na saúde e no desenvolvimento pessoal. “O esporte ajuda muito no nosso crescimento, na saúde mental e física. Também ajuda a prevenir doenças e faz a gente se sentir melhor”, destaca.

A estudante Paula Marianne Rodrigues de Oliveira, 17 anos, do 3º ano, da mesma unidade, que pratica vôlei de quadra, ressalta a importância do esporte para o convívio social. “O esporte ensina muito sobre trabalho em equipe, ajuda no desenvolvimento físico e também no social. A gente aprende a lidar com as pessoas e a trabalhar junto”, afirma.

Para Alessandra Arcangeli, 15 anos, do 1º ano, praticante de basquete, a experiência vai além da quadra. “O esporte é importante para o psicológico, para o condicionamento físico e também para o trabalho em equipe. Além disso, a gente faz muitas amizades”, conta.

A estudante Maísa Sousa Martini, 16 anos, do 3º ano, também praticante de basquete, destaca que a atividade contribui para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. “O esporte traz entretenimento, ajuda no nosso desenvolvimento e também nas habilidades sociais”, diz.

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Davi Douglas, 16 anos, do 3º ano, que pratica ginástica rítmica, afirma que as atividades esportivas contribuem para o equilíbrio entre corpo e mente. “A ginástica ajuda muito no desenvolvimento da flexibilidade e faz bem tanto para o corpo quanto para a mente”, afirma.

De acordo com o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, quando a escola integra o esporte à formação em tempo integral, ela amplia horizontes e fortalece o desenvolvimento dos estudantes em todas as dimensões.

“Nas nossas unidades vocacionadas, o aluno aprende conteúdo, disciplina, convivência, autocuidado, trabalho em equipe e superação. O esporte, nesse contexto, deixa de ser apenas uma prática complementar e passa a ser uma ferramenta pedagógica essencial para formar jovens mais saudáveis, confiantes e preparados para a vida”, analisa.

As 14 Escolas Estaduais de Tempo Integral vocacionadas ao esporte na Rede Estadual estão localizadas nos municípios de Paranaíta, Confresa, Aripuanã, Guarantã do Norte, Matupá, Cuiabá, Jaciara, Rondonópolis, Barra do Bugres, Tangará da Serra e Rosário Oeste.

Fonte: Governo MT – MT

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Médicos do Hospital Municipal de Cuiabá denunciam atraso salarial e cobram repasses da Prefeitura

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Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.

Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.

De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.

Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.

Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.

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A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.

Fonte: Redação

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