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Mato Grosso é o segundo Estado que mais realiza investimentos no Brasil

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Mato Grosso é o segundo estado que mais realiza investimentos proporcionalmente no Brasil. Os dados aparecem na nova edição do Livro Azul da Infraestrutura, publicação elaborada pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib).

O livro, que tem o objetivo de apresentar uma radiografia dos investimentos e oportunidades em infraestrutura no país, coleta dados junto ao Tesouro Nacional e ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística para fazer comparações.

Segundo a publicação, Mato Grosso é o segundo Estado do país com maior percentual de investimento em relação ao PIB Estadual. Em 2023, último ano com dados disponíveis, esse número chegou a 2,3% do PIB, o que coloca Mato Grosso atrás apenas do Piauí, que registrou 2,7%.

Na comparação com os estados do Centro-Oeste, Mato Grosso deixou para trás o Mato Grosso do Sul (2%), Goiás (1,1%) e o Distrito Federal (0,4%). No total, apenas sete estados registraram um investimento superior a 2%.

Quando são analisados os investimentos em valores absolutos, Mato Grosso também se destaca. Com R$ 5,9 bilhões destinados à melhorias em 2023, o Estado aparece no quarto lugar do ranking nacional, atrás apenas de São Paulo, Bahia e Minas Gerais.

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O valor total supera outros estados com população muito superior a Mato Grosso, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Pernambuco e Ceará. O total de R$ 5,9 bilhões é muito próximo ao investido por Minas Gerais (R$ 6,2 bilhões), sendo que a população mineira é quase cinco vezes maior que a mato-grossense.

“Esses dados confirmam uma impressão que todos os mato-grossenses já tem, de que o nosso Estado é hoje um canteiro de obras. Estamos investindo e em todas as regiões de Mato Grosso, temos obras por todos os lados”, afirmou o governador Mauro Mendes.

Os dados compilados pela Abdib mostram que Mato Grosso passou de investimentos em torno de 0,6% do PIB até 2019 e começou a crescer após 2020, ano marcado pela pandemia de Covid-19. Desta forma deixou de ser um dos que menos investia, para se aproximar do topo da lista.

Investimento em infraestrutura

Os dados da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística confirmam os números obtidos pela publicação nacional. Em 2019, primeiro ano da atual gestão, o volume de recursos pagos para a infraestrutura foram de R$ 713 milhões. Esse número aumentou ano após ano, até chegar a R$ 4 bilhões em 2022. Os investimentos alcançaram R$ 4,6 bilhões em 2024.

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“Mato Grosso tem enormes desafios para a área de infraestrutura. Nós temos a maior malha rodoviária estadual do país, a maior produção agropecuária do país e precisamos fazer com que a nossa logística atenda às nossas necessidades”, concluiu o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira.

O Livro Azul da Infraestrutura é uma publicação anual atualizada pela Abdib desde 2020. Ele pode ser acessado por meio desse link: https://www.abdib.org.br/

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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