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Mato Grosso consolida modelo cívico-militar com 105 escolas na rede estadual

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) encerrou 2025 com um balanço expressivo na implantação do modelo de Escolas Cívico-Militares, ao superar a meta inicial de 100 unidades e alcançar 105 escolas na rede estadual de ensino.

Do total de 628 escolas estaduais, as unidades cívico-militares passaram a atender mais de 80 mil estudantes do ensino fundamental e médio, distribuídos em todas as regiões do Estado.

A expansão do modelo ganhou força após sancionada a Lei nº 12.388/2024, que instituiu o Programa Escolas Cívico-Militares em Mato Grosso. Com a nova legislação, o Governo do Estado anunciou, para 2025, a ampliação do número de escolas que adotariam o formato, com foco na melhoria do ambiente escolar, no fortalecimento da aprendizagem e na redução da evasão.

No início do ano letivo, a Seduc aprovou a adesão de 25 novas escolas, elevando o total para 84 unidades. A meta oficial era alcançar 100 escolas cívico-militares até o fim de 2025. No entanto, ao longo do ano, novas consultas públicas foram realizadas e a adesão superou as expectativas. Em novembro, a Secretaria confirmou a marca de 105 escolas transformadas, ultrapassando o objetivo inicialmente estabelecido.

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A escolha das unidades ocorreu por meio de consultas públicas com pais, responsáveis e estudantes, que decidiram democraticamente pela adesão ao modelo. Para definir quais escolas estariam aptas a participar do processo, a Seduc adotou critérios técnicos, como vulnerabilidade social, índices de evasão escolar e condições de segurança no entorno das unidades.

Para o secretário de Educação, Alan Porto, o resultado demonstra a confiança da comunidade escolar no modelo.

“Superar a meta de 100 escolas cívico-militares mostra que pais e estudantes reconhecem os avanços proporcionados por esse formato. O foco está na organização, no respeito, no fortalecimento do ambiente escolar e, principalmente, na aprendizagem”, avaliou.

Segundo o secretário, o modelo não se resume à disciplina, mas a uma proposta pedagógica estruturada.

“As escolas cívico-militares contribuem para reduzir a evasão, melhorar o clima escolar e criar condições para que professores e estudantes desenvolvam seu potencial. É uma política educacional que tem apresentado resultados concretos em Mato Grosso”, ressaltou o secretário.

Confira no anexo a relação de todas as unidades cívico-militares da Rede Estadual.

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Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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