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Mais de 36 mil estudantes da rede estadual de MT recebem a 4ª parcela do programa Pé-de-Meia

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Os 36.490 mil estudantes da rede estadual de ensino de Mato Grosso começaram a receber, nesta quarta-feira (26.06), a 4ª parcela do Programa Pé-de-Meia, no valor de R$ 200. O auxílio financeiro mensal pago pelo Ministério da Educação (MEC) é referente à frequência às aulas no mês de abril. As outras três parcelas foram concedidas em março, abril e maio.

No Estado, o programa é realizado em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT).

Todos receberão o benefício até 1° de julho. Os estudantes devem cumprir todas as exigências do Governo Federal para receber o incentivo financeiro escolar, que soma R$ 9.200 durante os três anos do ensino médio, enquanto estiver matriculado.

No início deste ano, a Seduc-MT encaminhou ao Ministério da Educação a lista contendo 124.709 estudantes de baixa renda. Porém, apenas 36.490 foram selecionados como aptos a receber o cartão auxílio ao estudante, devido às exigências do programa, como estar cadastrado no CadÚnico.

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Além das parcelas mensais de R$ 200, o estudante contemplado receberá, a cada conclusão de ano, um depósito na poupança de R$ 1 mil, totalizando R$ 3 mil ao fim do Ensino Médio. Esse valor só poderá ser retirado da poupança após conclusão do 3° ano, de acordo com notas e frequência exigidas.

Já o estudante do 3° ano do ensino médio que se inscreveu no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) recebeu um bônus de R$ 200. O pagamento desse valor segue o cronograma de acordo com o mês de nascimento.

Pé-de-Meia

O Pé-de-Meia é um programa de incentivo financeiro-educacional, na modalidade de poupança, destinado a promover a permanência e a conclusão escolar de estudantes matriculados no ensino médio público.

Por meio do incentivo à permanência escolar, o programa quer democratizar o acesso e reduzir a desigualdade social entre os jovens do ensino médio, além de promover mais inclusão social pela educação, estimulando a mobilidade social.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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