A obra de construção da maior ponte de Mato Grosso chegou ao final de 2023 com cerca de 11% de execução do contrato. Além da estrutura de 1.360 metros sobre o Rio Juruena, o Governo de Mato Grosso também contratou o asfaltamento de 59 km da MT-208, para ligar Cotriguaçu e Nova Bandeirantes.
O trabalho realizado é para implantação das estacas da ponte, que permitirá sair da região de Aripuanã e Colniza e chegar em Alta Floresta, e depois até a BR-163, dirigindo apenas por estradas asfaltadas. Isso fortalece o desenvolvimento regional.
“Com essa ponte que nós vamos fazer e o asfalto na MT-170 (antiga BR-174), vai ser possível sair Aripuanã e chegar até Guarantã do Norte por uma via asfaltada. É algo que antes parecia inimaginável, mas que vai se tornar realidade nesta gestão. Uma região que não tinha nenhuma ligação por asfalto, vai passar a ter duas saídas pavimentadas”, afirma o secretário Marcelo de Oliveira.
O investimento realizado pelo Governo de Mato Grosso é de R$ 252,8 milhões. No trajeto serão construídas outras três pontes, com 50, 30 e 15 metros de comprimento.
A ponte sobre o Rio Juruena vai eliminar a necessidade de utilização de uma balsa, cujo percurso demora em torno de uma hora. Além disso, muitas vezes é preciso esperar uma vaga e a travessia não pode ser feita no período noturno.
“Esse impacto para nós, social e econômico, não tem nem como mensurar. Vai nos fortalecer bastante, estamos a 1.400 km do Porto de Santarém e vamos estar a 1.400 de Porto Velho. Nova Bandeirantes vai estar bem centralizada, tenho a certeza que a cada dia mais vamos estar evoluindo,” afirma o prefeito de Nova Bandeirantes, César Périgo.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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