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Integração entre Samu e Corpo de Bombeiros reduziu o tempo de resposta às emergências de 25 para 16 minutos

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A implantação do Sistema Estadual de Atendimento Pré-hospitalar em Mato Grosso, prestado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) desde junho de 2025, fez o tempo de resposta às chamadas de emergência diminuir de 25 para 16 minutos. Com esta redução de 36%, as chances de salvar vidas aumentam.

A integração foi feita por meio da assinatura de um Termo de Cooperação entre a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), para oferecer um serviço mais rápido, completo e eficiente à população. O resultado foi o aumento em 30% no número de atendimentos prestados à população.

“É uma cooperação feita para fortalecer o Sistema de Atendimento pré-hospitalar em todo o Estado e melhorar o atendimento à população. De imediato, o serviço mais do que dobrou a cobertura, porque já haviam várias bases dos bombeiros no interior, que agora são operadas conjuntamente. Nós já temos resultados melhores: o tempo de resposta reduziu e a cobertura aumentou. Importante destacar ainda que não houve uma transferência de comando e de gestão do Samu, que continua sob responsabilidade da SES”, avaliou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo, durante coletiva de imprensa no Palácio Paiaguás.

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A integração das forças de atendimento também otimiza os recursos públicos e permite melhor aproveitamento da mão de obra especializada para atender as ocorrências. “O Estado uniu o trabalho dos bombeiros, que já fazem historicamente resgate em todo o Estado, ao dos profissionais de saúde, para o serviço ficar fortalecido e mais eficiente”, explicou o secretário.

“Não há déficit de profissionais no atendimento do Samu, não haverá redução na oferta do serviço, pelo contrário, a integração das equipes foi feita para melhorar a cobertura e diminuir o tempo de resposta dos atendimentos, que é o que vem acontecendo”, acrescentou.

Conforme a secretária adjunta do Complexo Regulador da SES, Fabiana Bardi, cerca de 50 contratos temporários do Samu venceram e não foram renovados, porque a equipe do Sistema Estadual de Atendimento pré-hospitalar já possui quantidade de profissionais suficiente para cobrir o serviço. O Corpo de Bombeiros conta com um processo seletivo válido para convocar profissionais, caso haja necessidade.

“Inclusive, parte destes profissionais desligados foi aprovada no processo seletivo dos bombeiros e pode ser chamada futuramente para reforçar a equipe da operação. O desempenho do atendimento melhorou muito desde que a cooperação foi firmada e essa é uma tendência que muitos estados seguem para fortalecer a política de Atendimento pré-hospitalar”, disse a secretária adjunta.

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Com a cooperação entre as instituições, o Samu passou a fazer parte do Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp). As chamadas para os números de emergência médica 192, do Samu, e 193, do Corpo de Bombeiros, são direcionadas para uma única central de atendimento, que envia a ambulância mais próxima da ocorrência, agilizando o resgate.

Em pesquisa de satisfação do cidadão realizada pelo Corpo de Bombeiros, a população tem demonstrado grande aprovação do novo modelo: mais de 91,3% consideram o atendimento prestado como excelente ou bom, e 87,8% avaliam como excelente ou bom o tempo de resposta das equipes de resgate.

Em Cuiabá, o número de ambulâncias para atendimento do Samu saltou de nove para 20 após a integração.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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