MATO GROSSO

Inscrições para Olimpíada Nacional de Ciências estão abertas para estudantes da Rede Estadual de MT

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Estudantes mato-grossenses da Rede Estadual podem se inscrever, até o dia 10 de agosto, na Olimpíada Nacional de Ciências (ONC). A participação é gratuita e deve ser realizada pelas unidades escolares por meio do cadastro de um professor responsável no site oficial da olimpíada.

A iniciativa tem como objetivo estimular o interesse dos estudantes pelas áreas científicas, por meio de uma abordagem interdisciplinar que integra conhecimentos de Física, Química, Biologia, Astronomia e História. Podem participar alunos do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e do Ensino Técnico, além de estudantes da rede privada.

Promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a ONC conta com apoio de importantes entidades científicas, como a Sociedade Brasileira de Física, a Associação Brasileira de Química, a Sociedade Astronômica Brasileira e o Instituto Butantan.

A olimpíada se consolida como uma estratégia pedagógica que contribui para o desenvolvimento do pensamento científico, crítico e analítico, além de incentivar o protagonismo estudantil e o interesse por carreiras nas áreas de ciência e tecnologia.

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Inscrições

As inscrições são feitas exclusivamente pelas escolas. Após o cadastro da unidade escolar na plataforma oficial (clique aqui para acessar), o professor responsável deve realizar a inscrição dos estudantes, vinculando-os aos respectivos níveis de participação, conforme a etapa de ensino.

O processo ocorre totalmente em ambiente digital, sendo de responsabilidade da escola o preenchimento correto das informações e o cumprimento dos prazos estabelecidos no regulamento.

Etapas

A ONC é composta por duas fases. A primeira será aplicada entre os dias 13 e 15 de agosto, em formato on-line, com questões objetivas de múltipla escolha. Já a segunda fase, destinada aos estudantes classificados, ocorrerá nos dias 10 e 11 de setembro, com questões discursivas que exigem maior aprofundamento dos conteúdos.

As provas são organizadas por níveis, de acordo com a escolaridade dos participantes, garantindo a adequação pedagógica e a progressão do grau de complexidade.

Premiação

Os estudantes com melhor desempenho recebem medalhas de ouro, prata e bronze, além de menções honrosas. Todos os participantes, professores e escolas recebem certificados. Também poderão ser ofertadas premiações adicionais, como participação em programas de iniciação científica e eventos acadêmicos.

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Cronograma

Período de inscrições – 01 de abril a 10 de agosto de 2026

Aplicação da 1ª fase – 13 a 15 de agosto de 2026

Aplicação da 2ª fase – 10 a 11 de setembro de 2026

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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