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Governo do Estado conecta 28 municípios por asfalto e abre novos polos de desenvolvimento em Mato Grosso

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¿O Governo de Mato Grosso passou a integrar 28 municípios à malha rodoviária asfaltada, desde 2019, após a conclusão de obras de asfaltamento em rodovias estaduais. Os investimentos na infraestrutura de acesso a essas cidades, que somam mais de R$ 2 bilhões, criaram novos polos de oportunidades econômicas em diferentes regiões do Estado.

Essas cidades, que antes estavam isoladas e dependentes de estradas de terra, entraram no mapa logístico e passaram a contar com acesso permanente durante todo o ano. Com isso, moradores ganharam mais facilidade para se deslocar, enquanto produtores rurais passaram a ter condições mais seguras e eficientes para escoar a produção.

As rodovias asfaltadas também reduziram o isolamento de municípios localizados em diferentes regiões de Mato Grosso e fortaleceram a integração econômica desses locais com o restante do Estado. O acesso por asfalto facilita a chegada de mercadorias, amplia o acesso a serviços públicos e cria condições para a atração de novos investimentos e oportunidades de desenvolvimento.

“Durante décadas, esses municípios conviveram com dificuldades de acesso, especialmente durante o período chuvoso. Mas essa realidade mudou e os investimentos do Estado garantiram ligações asfaltadas, reduzindo distâncias e trazendo mais segurança para quem depende das estradas”, afirma o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira.

Com a ampliação da malha rodoviária asfaltada e a construção de novas pontes, Mato Grosso fortaleceu sua integração territorial e criou condições para um desenvolvimento mais equilibrado entre as diferentes regiões do Estado.

Entre os municípios cuja conexão depende exclusivamente de rodovias estaduais asfaltadas, resta apenas a conclusão de um trecho da MT-170, em Colniza.

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Veja a lista das obras realizadas:

  • MT-100, com 68 km interligando os municípios de Araguainha, Ponte Branca, Ribeirãozinho e Torixoréu até Barra do Garças e Alto Araguaia. Investimento de R$ 76,1 milhões;
  • MT-326, com 112 km ligando Cocalinho a Nova Nazaré. Investimento de R$ 177,8 milhões;
  • MT-270/110, com 41 km ligando Tesouro até Guiratinga. Investimento de R$ 56,7 milhões;
  • MT-110, com 52 km ligando Novo São Joaquim e Campinápolis até Nova Xavantina. Investimento de R$ 47,3 milhões;
  • MT-140 com 91,13 km ligando Nova Brasilândia e Planalto da Serra até Campo Verde. Investimento de R$ 122,1 milhões;
  • MT-343 com 142 km ligando Porto Estrela até Cáceres e Barra do Bugres. Investimento de R$ 114,7 milhões;
  • MT-175, com 19 km ligando Reserva do Cabaçal até Araputanga. Investimento de R$ 13,1 milhões;
  • MT-423, finalizando a ligação União do Sul até Cláudia. Investimento de R$ 4,4 milhões;
  • MT-320 finalizando a ligação de Marcelândia até Nova Santa Helena. Investimento de R$ 16,3 milhões;
  • MT-410 com 35 km ligando Tabaporã até a MT-220. Investimento de R$ 38,4 milhões;
  • MT-208, com 59 km ligando Nova Bandeirantes e Nova Monte Verde até Alta Floresta. Investimento de R$ 70,5 milhões;
  • MT-249/492 com 81 km ligando Nova Maringá até São José do Rio Claro. Investimento de R$ 47,1 milhões;
  • MT-313 com 23 km ligando Rondolândia até a divisa com Rondônia. Investimento de R$ 30,6 milhões;
  • MT-413 com 94 km ligando Santa Terezinha até a BR-158. Investimento de R$ 49 milhões;
  • MT-322 com 56 km ligando Novo Santo Antônio até Serra Nova Dourada. Investimento de R$ 66,8 milhões;
  • MT-322 com 36,6 km ligando Bom Jesus do Araguaia até a BR-158. Investimento de R$ 74,3 milhões.
  • MT-206 ligando Apiacás até Paranaíta. Investimento de R$ 160 milhões.
  • MT-129 ligando Gaúcha do Norte até Paranatinga. Investimento de R$ 143 milhões.
  • MT-322 e 340 ligando São José do Xingu até a BR-158. Investimento de R$ 116,2 milhões.
  • MTs-170/208/418, garantindo ligações para Aripuanã, Colniza, Cotriguaçu e Juruena em um investimento de mais de R$ 600 milhões.
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BR-158

Doze municípios também dependem de obras do Governo Federal em um trecho de aproximadamente 200 km da BR-158, que contorna a Terra Indígena Marãiwatsédé.

Alto Boa Vista, Serra Nova Dourada, Canabrava do Norte, Porto Alegre do Norte, Santa Cruz do Xingu, São Félix do Araguaia, Vila Rica, Confresa, Santa Terezinha, Novo Santo Antônio, São José do Xingu e Luciara só estarão totalmente conectados por asfalto quando as obras da BR-158 forem concluídas.

Desses municípios, Alto Boa Vista e Serra Nova Dourada dependem exclusivamente da BR-158 para contar com ligação asfaltada. Já Luciara depende de outras obras, mas esbarra em questões ambientais, uma vez que a cidade é cercada por territórios indígenas.

No caso de São Félix do Araguaia, a cidade também depende de obras federais na BR-242. No entanto, o Governo do Estado está asfaltando a MT-100 entre São Félix do Araguaia e Novo Santo Antônio para garantir uma alternativa de ligação por asfalto.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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